É possível tornar as cidades livres da covid-19



Por Alexandre Padilha para Revista Fórum 

Foi dada a largada das campanhas para as eleições municipais para escolha de prefeitos e vereadores nas cidades e, neste cenário da pandemia da covid-19, que é a maior tragédia humana que o Brasil já enfrentou, é fundamental que escolhamos representantes que defendam a vida com boas propostas para superar esta crise e tornar as cidades livres da covid-19.

A crise sanitária mostrou que políticas municipais devem estar ainda mais coordenadas com medidas emergenciais e de transformações a longo prazo. É preciso agir para proteger a vida, sobretudo dos mais pobres e dos que mais precisam, que são a maioria da população.

Certamente todos nós conhecemos pessoas que foram vítimas fatais da covid-19 ou famílias que estão sofrendo com as consequências da pandemia, com a perda de renda e emprego. Por isso, nosso maior desafio no momento é como superar os efeitos da pandemia, com aplicação de políticas públicas necessárias. Trago neste espaço propostas que considero fundamentais para a escolha de um candidato ou candidata que me represente.

Uma cidade livre da covid-19 deve garantir que toda pessoa e família tenha o acompanhamento de saúde por uma equipe do programa Estratégia Saúde da Família para monitoramento dos casos suspeitos e confirmados de covid -19, casos com sequelas e também das pessoas que estão com outros problemas de saúde e que tiveram seus tratamentos adiados por conta da pandemia. As pessoas que estão em situação de rua deverão ser acompanhadas por uma equipe de Consultório na Rua e acolhidas.

As administrações municipais devem assegurar a abertura e o funcionamento de todos os serviços de saúde, inclusive manter as estruturas que foram ampliadas durante a pandemia no pós-pandemia para o fortalecimento do SUS. As escolas devem ser um ambiente livre da COVID-19 e garantir estrutura necessária para estudantes e professores. Toda criança deverá permanecer recebendo merenda, priorizando alimentos da reforma agrária, de pequenos produtores, mesmo em período de quarentena.

Todos os trabalhadores devem estar protegidos no seu ambiente de trabalho, com máscaras, equipamentos de proteção, local adequado para refeição com devida ventilação e priorização de testes. Os locais de atendimento ao público deverão ter pontos de lavagem de mãos, higienização, proteção aos usuários e aos trabalhadores garantidos pelos empregadores e, nos casos de atendimento dos serviços municipais, ampliação das Ouvidorias, forma em que a população possa questionar e denunciar falta de entendimento.

A gestão deve incentivar a abertura de bolsas de garantia de renda e qualificação profissional para os jovens, para que eles participem de programas de melhoria na qualidade de atendimento da população nos serviços públicos. As atividades culturais deverão ser readaptadas para o período de distanciamento físico e social com programas de incentivo e custeio à produção cultural local.

É possível planejarmos a superação da pandemia e tornar as cidades livres da covid-19, o primeiro passo é escolher representantes que façam a diferença, defendam a vida, o SUS, e os que mais precisam.

Rede em Defesa da Vida debate a covid-19 e a mudança nas cidades



No dia em que o mundo chega a marca de um milhão de óbitos confirmados por covid-19, sendo mais de 140 mil no Brasil, o programa Rede em Defesa da Vida da TV PT desta segunda (28) trouxe para o debate a discussão sobre a necessidade de transição das políticas públicas nas cidades para o enfrentamento da doença, em especial neste momento em que se inicia o período das campanhas políticas das eleições municipais de 2020.

Com o tema “A covid-19 e a mudança nas cidades” o programa, que é ancorado pelo deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, contou com a participação da arquiteta e conselheira do Instituto Lula, Clara Ant, a procuradora municipal e candidata pelo PT a prefeita de Cubatão, Paula Ravanelli, e o vereador e candidato pelo PT a prefeito de Campinas, Pedro Tourinho.

“A crise sanitária nos mostrou que as políticas públicas devem estar coordenadas com medidas emergenciais e de transformação das cidades. Por isso, os gestores públicos devem planejar e apresentar ações de defesa da vida, sobretudo dos mais pobres, para que as cidades tenham estrutura e deixem a população protegida”, avaliou Padilha,

Clara Ant é autora do artigo “Preparar uma transição que preserve vidas” , publicado no portal da Fundação Perseu Abramo, onde sugere a urgência na execução de importantes intervenções nos locais e serviços públicos diante do agravamento das desigualdades ocasionadas pela pandemia. Segundo ela, a crise sanitária é tratada legitimamente pela área da saúde e ciência, mas o enfrentamento das consequências da pandemia é de todos, em especial de responsabilidade dos gestores públicos, que devem criar neste momento as condições para o “novo normal”.

“Sou do grupo de risco, vivo a tortura interna e psicológica ocasionadas pelo medo e o isolamento social, e pela minha responsabilidade como militante política, construí as sugestões de medidas para a defesa da vida nas cidades. Como as pessoas vão lavar as mãos se não possuem água em casa? Como os entregadores ou os trabalhadores que passam o dia nas ruas vão lavar as mãos se não há locais ou banheiros públicos suficientes para isso? Essas questões estão mais presentes e redes de apoio conseguiram diminuir o sofrimento da população, mas o poder público tem a obrigação de garantir esses serviços a população”.

Para Paula Ravanelli o debate do futuro que queremos para as cidades deve ser participativo. “Nosso plano de governo para Cubatão foi construído de maneira colaborativa com a premissa de um novo modelo de desenvolvimento para a cidade, não mais focado no polo petroquímico mas em outras oportunidades para o fortalecimento e renda da nossa economia local”.

Plano emergencial para o combate a covid-19 em Campinas 

As medidas para a transição de Campinas na preservação de vidas foi apresentada pela chapa PT/PSOL e defende a adoção de ações imediatas contra a covid-19 como a testagem em massa, ampliação das compras públicas, crédito social e mais contratação de profissionais de saúde.

“Estamos vivendo o contexto de uma crise sanitária dramática e diante do governo Bolsonaro precisamos de gestões municipais protagonistas com capacidade real de serem instrumentos de mobilização social. As Prefeituras deverão estar ativas para o fortalecimento das economias locais com projetos que associam e que geram emprego e renda com a dimensão clara da necessidade de proteção e fortalecimento das políticas públicas que garantam a dignidade da população”, explica Pedro Tourinho.

Lei da Assistência Técnica da Habitação de Interesse Social (Athis)

Clara frisou a importância da aplicação da Lei Athis (nº 11.888/08) que assegura que o poder publico deve prover as populações vulneráveis com assistência técnica de profissionais da construção. “Esta lei ainda não é colocada em prática em sua totalidade e, por isso, candidatos e candidatas a prefeitos devem entrar em contato com as organizações de arquitetos para ampliar a sua implementação nas cidades.

(Para saber mais, clique aqui)

Artigo: preparar uma transição que preserve vidas

Veja o debate na íntegra:

ARTIGO: Um giro por 13 cidades do estado de São Paulo



Por Alexandre Padilha

13 Cidades.

Foram 2000 km de estradas em 3 dias.

Céus estrelados, muito calor (climático e humano) pouco sono e muito trabalho.

É difícil definir aquelas e aqueles que escolheram o PT para representar as ânsias, desejos, aspirações e vontades próprias e da população. É o único partido realmente do povo, e como o povo é vário e vasto, o PT também é. Contudo, há algo que nos une, dá solidez, coesão. Intelectual, artista, lavrador, operário ou assistente social, não faz diferença.

É um olhar capaz de ver o outro, um coração que acelera frente a uma injustiça, uma lágrima que cai de amor pelo semelhante.
Há essa percepção comum de que dividimos o mesmo pão e o mesmo teto. O que é melhor para você, também é o melhor pra mim.

Ser petista é chamar todo mundo de companheira ou companheiro. É dar um abraço suado, com cheiro de luta, esforço, trabalho. É sentir-se conhecido em meio a um monte de gente que você nunca viu. É sentar em um sofá de uma casa que nunca entrou e se largar como se fosse seu. É usar o banheiro sem pedir, é dar um gole no café, já meio frio, do copo do seu igual. Ser petista é corporal.

Ser petista é orgânico, é humano no sentido mais amplo possível. Petista gosta de pegar em gente, gosta de ouvir, gosta de falar, de denunciar e reclamar sobre as coisas e pensar num modo de mudá-las para melhor. É usar a inteligência para interpretar e alterar a realidade.

É mais que futebol, é mais que a música preferida. O PT não é apenas um partido político há muito tempo. O PT é um sentimento de que você é meu igual, sendo petista ou não, não faz diferença.

Nesse reconhecimento do outro e pelo outro, a gente fica triste e irado com a necessidade da dona Maria, com o remédio do Lucas que não chegou, com o desemprego da Ana, com o desespero do Seu Claudionor, com o roçado seco da família Matias.

Ser petista é quando sua tristeza dói em mim e, acima de tudo, quando a sua alegria sorri em mim.

Viva o PT.