Covid-19: Transmissão aérea e máscara



Foto: Elineudo Meira

Por Alexandre Padilha para a Revista Fórum

Precisamos aproveitar a pandemia, essa maior tragédia humana, para aprimorar nossas leis de garantia a proteção social. Quero começar esta coluna semanal com a boa notícia da sanção presidencial do projeto de lei 1409/2020, que sou autor junto com outros deputados federais, que obriga os governos (federal, estadual e municipal) e empregadores a garantir proteção aos profissionais de serviços essenciais de controle de doenças. A lista de profissionais vai desde médicos e enfermeiros a assistentes sociais, agentes socioeducativos e comunitários, guardas municipais, profissionais de limpeza, servidores públicos do setor administrativo, entre outros.

Esta sanção demostra aquilo que já falamos desde o início da pandemia: só a defesa do cuidado de quem cuida e da vida fará com que reduzamos os danos causados por este momento tão difícil para o mundo. Apesar do atraso na aprovação da medida ela teve consenso e sensatez por parte do governo federal.

O que não podemos dizer de outros importantes projetos já aprovados na Câmara dos Deputados mas vetados pelo governo, que não mostra estar preocupado em ser contrariado por lideranças em saúde pública e governantes nacionais e internacionais na condução da pandemia.

Bolsonaro desconhece a realidade da maioria da população brasileira. Ele disse publicamente que não tinha conhecimento de ninguém que faleceu por falta de UTI. Uma declaração totalmente insensível com os mais de 1,7 milhões de brasileiros e brasileiras atingidos pela doença, incluindo ele mesmo.

Ao anunciar que testou positivo para a covid-19, Bolsonaro descumpriu, como sempre fez, uma das atitudes fundamentais para prevenção de contágio e disseminação: o uso de máscara. Vale lembrar que ele vetou a parte mais importante do texto do projeto de lei aprovado na Câmara e no Senado, dentre eles o PL 2335/2020, que também sou coautor, que torna obrigatório o uso de máscara em qualquer lugar que gere aglomeração de pessoas e estabelece a responsabilidade do poder público em ajudar e oferecer máscaras para as populações mais carentes e a obrigação dos estabelecimentos comerciais de também garantir locais de higienização, exatamente para poderem reabrir.

Outro projeto vetado praticamente na íntegra pelo Presidente foi o PL 1142/2020, onde também sou coautor, que trata da proteção social e também da garantia do acesso a saúde e da criação de programa específico de crédito para os povos indígenas e quilombolas. Mais de 10 mil indígenas foram vítimas da covid-19.

Esses vetos demostram a irresponsabilidade do governo que definitivamente não está olhando para aqueles que mais sofrem, que são a maioria da nossa população, reiterando todos os dias seu projeto genocida.

Isso tudo acontece na semana onde mais de 200 especialistas apresentaram relatório para a Organização Mundial da Saúde (OMS) com várias evidências que reforçam o risco da transmissão aérea da covid-19. A OMS reconheceu a possibilidade. O poder público e os empresários garantirem e apoiarem o uso de máscaras em locais de concentração de pessoas pode mudar a realidade da pandemia.

Sempre torcemos para que as ações do governo sejam sensatas e olhem para o conjunto das desigualdades de nosso país. Assim como torcemos, sempre, para que medidas para o bem da nossa população sejam revistas, como já aconteceu. Não podemos tolerar o sofrimento de nossa população.

Parceria dos deputados Padilha e Emidio de Souza garante R$ 250 mil para o Hospital Regional de Osasco usar no combate ao coronavírus



Foto: Divulgação

*Com informações da assessoria parlamentar

O Hospital Regional de Osasco recebeu R$ 250 mil para usar no combate ao coronavírus. Essa conquista foi viabilizada graças a uma parceria do ex-prefeito de Osasco e deputado estadual, Emidio de Souza, e do ex-ministro da Saúde e deputado federal, Alexandre Padilha.

O ex-ministro da Saúde recebeu um comunicado informando que os recursos já foram repassados ao hospital.

Os recursos servirão para o custeio e visam dar suporte para que a equipe do hospital tenha condição de atender as necessidades da população nesse momento difícil.

“Para enfrentarmos o congelamento de recursos da saúde em decorrência da Emenda Constitucional 95, a pandemia de coronavírus e a falta de compromisso dos poderes públicos e garantirmos a proteção à saúde do povo, nosso mandato de deputado federal priorizou a indicação de emendas parlamentares para o custeio da saúde”, explica Padilha.

De acordo com ele, a carência de recursos financeiro prejudica o atendimento. “Como médico, por ter sido Ministro da Saúde e Secretário da Saúde de São Paulo e por atender em Unidade Básica de Saúde (UBS) sei da importância e da carência de recursos financeiros. O Hospital Regional de Osasco é um serviço de alta complexidade e também é referência para as cidades do entorno. Junto com o deputado Emidio de Souza viabilizamos esta emenda parlamentar de custeio para o Hospital. São recursos a mais para o melhor atendimento da população”, afirma.

O ex-prefeito Emidio de Souza afirmou que a conquista desses recursos é importante para suprir demandas do sistema de saúde da região. “O momento é de união e não podemos medir esforços para combater o coronavírus. Espero que esse recurso seja muito bem utilizado”, afirmou.

Segundo ele, esses recursos devem ser usados para salvar vidas. “Essa é uma conquista que fortalece o SUS e soma forças na luta pela preservação de vidas”, disse.

Padilha apresenta PL que inclui bandeira do SUS entre símbolos nacionais



*Com informações da Agência Câmara de Notícias

O deputado Alexandre Padilha apresentou o Projeto de Lei 3644/20 que inclui o símbolo oficial dos Sistema Único de Saúde (SUS) entre os símbolos nacionais. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei 8.421/92, que hoje considera como símbolos nacionais a bandeira do Brasil, o hino, as armas nacionais e o selo nacional.

A medida é parte do “esforço nacional de valorização do Sistema Único de Saúde como um patrimônio do povo brasileiro”.

“O papel do SUS, que já era reconhecido por especialistas do mundo inteiro, ficou ainda mais evidente durante a pandemia da Covid-19”, disse. Apesar disso, na opinião de Padilha há tentativas políticas de acabar com o SUS. “A PEC do congelamento dos gastos representou um duro golpe para a saúde pública no País”, exemplificou.

Bandeira do SUS
Pela proposta, a bandeira do SUS possuirá formato retangular e será formada pela associação do símbolo, do logotipo e do nome institucional em azul sobre fundo branco.

Bandeira nesses moldes foi criada oficialmente por portaria do Ministério da Saúde em janeiro de 2014, quando a pasta era comandada por Padilha. A portaria determinou que a bandeira fosse hasteada diariamente em todos os prédios dos órgãos e entidades integrantes da estrutura regimental do Ministério da Saúde, em todo o território nacional.

O projeto em análise na Câmara mantém essa determinação. E estabelece ainda que o símbolo do SUS deverá exposto em todas as unidades de saúde custeadas integralmente ou parcialmente com recursos do SUS, independente das modalidades de gestão e gerência a que estejam submetidas, sejam elas de prestação de serviços assistenciais ou setores administrativos, independente da esfera de gestão.

O símbolo oficial do SUS também deverá usado nas ambulâncias e demais veículos da rede pública estadual de saúde, nos uniformes dos trabalhadores de saúde, no material impresso e nas peças publicitárias veiculadas na mídia voltadas para a divulgação de programas, serviços e ações de saúde vinculados ao SUS ou que sejam realizadas com recursos públicos.

 

Coronavírus: boas notícias com mais médicos e vacinas



Foto: Reprodução

Por Alexandre Padilha para Revista Fórum 

Hoje vamos falar de duas boas notícias da semana: a volta dos médicos cubanos e perspectivas de vacinas contra covid-19. Em meio às notícias angustiantes sobre a situação do coronavírus no Brasil – somos o segundo país em maior número de casos e mortes no mundo – tivemos nesta semana anúncios de esperança para o enfrentamento desta que é a maior tragédia humana já registrada. Notícias que reiteram que a Terra é redonda e o mundo dá voltas, e que os privatistas de plantão têm que se render à importância das instituições públicas no país.

Estamos tendo que passar pela maior crise econômica e sanitária da história do país para que, finalmente, o governo Bolsonaro cumpra a lei aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, que determina o chamamento de médicos cubanos do Programa Mais Médicos que permaneceram no Brasil e que estavam impedidos de atuar desde dezembro de 2018.  A postura do governo de ficar titubeando para garantir a volta desses trabalhadores da Saúde certamente teve impacto nas mortes pela covid-19.

A saída dos médicos cubanos contribuiu para o aumento da mortalidade infantil e da população indígena e para o crescimento do número de internações de crianças por pneumonia. A falta de acompanhamento desses profissionais aos pacientes hipertensos, diabéticos e pessoas com doenças graves fez com que muitos chegassem a condições preocupantes para enfrentar a doença.

A notícia do retorno do atendimento e acompanhamento dos médicos cubanos às regiões onde muitas delas ainda não contam com reposição do profissional, acalenta um pouco o coração. Mas, é importante lembrar dos 15 mil médicos brasileiros formados no exterior que poderiam estar prestando atendimento, porém, ao invés disso, ainda aguardam o chamamento do governo, assim como a realização do Revalida. Outra cobrança importante é a expansão das vagas de residência médica, um dos eixos do Mais Médicos, que garante a formação de mais médicos intensivistas, enfermeiros e fisioterapeutas especializados em UTI para o enfrentamento da covid-19.

A outra boa notícia é o progresso dos testes da vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, Unifesp e Fiocruz. Uma parceria que se esforça em fazer investimento na ciência e tecnologia e não com a preocupação do lucro imediato. Esse tipo de parceria é a que chamamos de desenvolvimento produtivo e que foi construída e aprovada pelo Congresso Nacional em 2011 quando eu era Ministro da Saúde, onde medicamentos e vacinas desenvolvidas como estratégias importantes para o combate à doenças fossem incorporadas no nosso sistema de saúde público.

Esta medida exige que qualquer transferência de tecnologia de produção internacional no país seja feita em parceria com um laboratório público e que essa transferência seja aberta, o que significa que o registro do medicamento ou da vacina será feito em nome do laboratório público brasileiro, garantindo que o nosso país seja o detentor da tecnologia e possa vender para outros países no mundo. Nas Américas, só o Brasil e os EUA possuem capacidade de produção de vacinas. Vamos lutar no Congresso Nacional para que essa tecnologia tenha 100% de registro no Brasil, o que ainda não ficou claro, por isso vamos cobrar para que o Ministério da Saúde nos dê essa garantia.

Nesse sentido, apresentei um projeto de lei 1462/2020 que estabelece regras para o licenciamento compulsório de tecnologias de medicamentos e vacinas que venham a ser desenvolvidas neste momento de enfrentamento à pandemia.

Estas notícias nos fazem concluir que: não deve ser admitido qualquer menosprezo ao perfil de atendimento dos médicos cubanos, que atuam com olhar na comunidade e no monitoramento das pessoas em situação de risco, e que a balbúrdia realizada nas instituições públicas, dita por integrantes do próprio governo Bolsonaro, está permitindo trazer a esperança para o povo brasileiro com a produção, por exemplo, do desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

Coronavírus: reabertura das atividades e a responsabilidade com vidas e economia



Foto: Bruno Concha/Secom

Por Alexandre Padilha para Revista Fórum 

As imagens que vemos da reabertura das atividades comerciais com casos e óbitos ainda em ascensão causam espanto e nos chocam. Claro que há ansiedade na retomada das atividades que fazíamos normalmente, mas uma das coisas mais importantes para a atividade econômica funcionar adequadamente, tanto para o trabalhador quanto para o empregador, é a segurança e previsibilidade. Não é fácil para ninguém ficar na situação do distanciamento físico e social.

A preocupação, por parte dos setores econômicos e dos trabalhadores, em relação à quando conseguiremos voltar às atividades que garantam renda, produtividade e crescimento econômico do país está correta, mas o pior dos mundos é começarmos a fazer um processo sanfona, como estamos vendo em cidades do país e também no mundo.

Nesta semana, na Comissão Externa de Acompanhamento das Ações de Enfrentamento ao Coronavírus no Brasil na Câmara dos Deputados, o tema do plano de retomada das atividades comerciais e serviços no país foi debatido com a participação dos governadores do estado do Rio Grande do Sul e Piauí, Eduardo Leite e Wellington Dias, o pesquisador, médico sanitarista e vereador da cidade de Campinas, Pedro Tourinho e representantes governamentais do setor de São Paulo e Rio de Janeiro. Os participantes puderam trazer para o debate a situação da retomada nos estados e cidades onde o número de casos e óbitos seguem agravando a questão epidemiológica e sanitária.

Sempre digo que defendo a reabertura das atividades nas cidades com critérios rigorosos, claros e seguros para a retomada gradual. Neste debate, apresentei meu projeto de lei “Protege Brasil”, inspirado em experiências internacionais, que prioriza a proteção à vida como algo fundamental para essa previsibilidade da pandemia, assim como a transparência dos dados e a possibilidade do planejamento das ações.

O espírito deste projeto é garantir que essa reabertura, ao ser planejada, não gere insegurança à vida e à economia e também segue as especificidades de cada região do nosso país, que é muito diverso.

Nele, a região que durante 14 dias apresentar crescimento de casos suspeitos e confirmados é classificada como de alta transmissão. Consideramos os casos suspeitos porque o país possui baixa testagem. Nela, há obrigatoriedade de regras de distanciamento social mínimo, aumento do número de leitos de terapia intensiva e semi-intensiva, aumento da capacidade hospitalar, suspensão das atividades e do funcionamento de estabelecimentos não essenciais.

Se durante 14 dias a região apresentar redução sustentada de casos suspeitos e confirmados e tiver aprovação do Conselho Estadual de Saúde de que aquela região não está com a sua capacidade hospitalar superlotada, ela passa para região em alerta.

É importante destacar que para passar de uma fase para outra é preciso haver um programa de testagem de exames, a implementação de turnos alternativos para o comércio, indústria e o aumento da capacidade de transporte urbano para evitar a superlotação.

Se a redução sustentada de casos continuar, a região é classificada como contingência, onde é autorizada a abertura de indústrias e setores do comércio varejista e atacadista, construção civil e atividades técnicas, todos com acordos entre patrões e trabalhadores sobre protocolos de segurança. Nessa fase, haveria também a redução das medidas de restrição para deslocamentos interestaduais e também reabertura dos estabelecimentos de ensino superior e técnico e a retomada de cirurgias eletivas.

Se passados 14 dias a região permanecer com redução de casos suspeitos e confirmados, ela passa a ser região em observação, e haveria a reabertura total do comércio e da indústria, a normalização das atividades médicas ambulatoriais e demais serviços de saúde, a redução dos turnos alternativos, a reabertura de estabelecimentos de ensino com rígidas regras de higiene e distanciamento social.

A experiência de 14 dias de observação tem sido utilizada em vários países do mundo. Além desta experiência, há que se haver transparência nos dados para organização e planejamento dos setores econômicos sobre quais atividades estão sendo liberadas, em que situações, horários, turnos, quais são os protocolos estabelecidos entre empregadores e empregados. Outra questão fundamental é a constituição de painéis de controle com especialistas. Dezenas de países no mundo estão utilizando estratégias para não metermos os pés pelas mãos, mas vemos também o que acontece em cidades do Brasil e do mundo que não adotaram essas medidas e agora estão tendo que retornar ao período de fechamento. Por isso, a responsabilidade com vidas e economia devem caminhar juntas, estrategicamente.

Bolsonaro, quem tenta esconder os dados não são os profissionais da saúde



Foto: Michael Dantas/AFP

*Por Alexandre Padilha para o Brasil de Fato

Bolsonaro joga a sua horda fascista e miliciana para cima dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, que estão se dedicando e se expondo, literalmente respirando covid-19 24h por dia para buscar salvar vidas.

Durante o seu pronunciamento ao vivo, Bolsonaro lançou uma gravíssima acusação. Mais uma fake news que desta vez não visa atingir os governadores, mas sim os profissionais de saúde do Brasil, ao dizer que está se fabricando mortes por covid-19 no país.

Bolsonaro tenta criar a fake vítima fatal da covid-19, a fake morte, desrespeitando as mais de 40 mil vidas que já se foram – entre as confirmadas com covid-19 –. sem contar as milhares de vidas que se foram e que o diagnóstico não está confirmado até este momento.

Um ataque aos seus familiares, um ataque sobretudo aos profissionais de saúde que cuidaram destas pessoas. Porque Bolsonaro sabe, ele fala dos governadores, mas ele sabe que quem cuida, quem faz a notificação para a vigilância de saúde, quem investiga o caso, quem escreve no prontuário e quem atesta o óbito, são milhões de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, farmacêuticos, psicólogos, trabalhadores do serviço social, fisioterapeutas, que estão ali, muitas vezes sem condições de trabalho, na sua quase totalidade sem os testes que o Governo Federal não garante para oferecer ao sistema de saúde, decidindo entre a vida e a morte e sendo atacado desta forma, como maquiadores e fabricantes de óbitos, por Bolsonaro, que é o homem da fake news.

Bolsonaro impulsiona a sua horda fascista para entrar nos hospitais, desrespeitar os pacientes, agredir os trabalhadores e trabalhadoras da saúde, agredir os médicos e médicas que assinam os atestados de óbito. Bolsonaro incentiva tirar fotos, que “vai mandar pra Polícia Federal”, incentivando a agredir e inclusive expondo essas próprias pessoas ao entrarem nestes hospitais.

Nós esperamos um posicionamento forte dos Conselhos dos Profissionais de Saúde do Brasil, dos Conselhos municipais, estaduais e nacional de saúde, do controle social do SUS, das bancadas da área da saúde e de todas as pessoas. Temos que gritar bem alto: Bolsonaro, quem mente não somos nós! Bolsonaro, quem cria fakenews não somos nós! Bolsonaro, quem tenta esconder os dados da saúde não somos nós!

Bolsonaro tentou tirar os dados de óbitos do painel do Ministério da Saúde e agora tenta tirar os óbitos do próprio atestado de óbito do registro dos profissionais, usando a sua horda fascista e miliciana para isso.

Edição: Rodrigo Chagas

Coronavírus: medidas aprovadas no Congresso Nacional garantem a proteção dos trabalhadores e auxiliam na redução de casos



Foto: Roque de Sá/Agência Senado

*Por Alexandre Padilha para a Revista Fórum

Só a luta em defesa e proteção da vida, um Sistema Único de Saúde (SUS) mais forte e a redução das desigualdades farão com que vencemos a batalha da Covid-19 em nosso país. Só sistemas nacionais públicos podem salvar o mundo de novas pandemias, por isso, devem ser prioritárias a sua excelência e qualidade.

A crise sanitária no Brasil tem consequências econômicas e políticas em sua maioria causadas por um governo que não se mostra interessado em salvar as vidas das pessoas. No Congresso Nacional, nós da bancada do PT, os parlamentares que fazem parte, como eu, da Comissão Externa que acompanha as ações de combate ao coronavírus temos tratado de projetos importantes para que juntos possamos minimizar a dor e o sofrimento da população brasileira.

Até o início do mês de junho, apresentei 73 medidas de enfrentamento à Covid-19 na Câmara dos Deputados, que vão de autorias e coautorias de projetos de lei com outros parlamentares que certifiquem a proteção dos trabalhadores e trabalhadoras a pedidos de requerimentos de informações e questionamentos ao governo sobre medidas adotadas.

Nesta semana aprovamos dois importantes projetos. O primeiro, que sou coautor, garante a proteção dos trabalhadores e trabalhadoras de serviços de saúde de todo o SUS, seja na Atenção Primária em Saúde, agentes comunitários e os profissionais que atuam nas UTIs, e também trabalhadores das atividades essenciais da cidade como na manutenção dos serviços públicos, agentes funerários e de segurança e os funcionários admirativos dos serviços de saúde que sejam convocados para atuar neste momento. Todos agora passam a ter a obrigação de serem protegidos por equipamentos e máscaras pelo poder público ou pelo empregador e serem priorizados nos testes de detecção da doença.

Conseguimos aprovar também outro projeto de minha coautoria que estabelece o reforço de proteção com a obrigação da utilização de máscaras nos locais de aglomerações, como no transporte coletivo, nas ruas e nos locais de trabalho. Ele faz parte de um conjunto de ações que também protegem a população e a comunidade para que se uma pessoa estiver sintomática, ao tossir ou falar não venha disseminar gotículas nas pessoas e nas superfícies em geral reduzindo a transmissão da Covid-19.

Outra medida importante que já havíamos aprovado foi o projeto onde também sou couator que garante R$ 3 bilhões para o setor da cultura e também para seus trabalhadores. O setor é um dos mais atacados pelo atual governo e vem sofrendo muito diante do cenário de pandemia.

Garantir o cuidado e proteção dos trabalhadores e trabalhadoras neste momento difícil para o país e o mundo é fortalecer e valorizar suas vidas e reduzir a transmissão da doença.

Padilha aciona TCU para análise de postagem da Secom sobre uso da cloroquina



O deputado Alexandre Padilha solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) abertura de análise de peça publicitária veiculada na conta oficial do Twitter da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) que defendia o uso da cloroquina/hidroxicloroquina sem eficácia cientifica comprovada.

O post, que foi deletado, afirmava “O Ministério da Saúde adotou um novo protocolo para receita da cloroquina/hidroxicloroquina. O medicamento, que já é adotado em diversas partes do mundo, é considerado o mais promissor no combate à Covid-19”, acompanhado de uma imagem que classifica a droga como “o tratamento mais eficaz contra o coronavírus.”

No pedido, Padilha fundamenta que a abertura de análise no TCU deve ser realizada pois a publicação “fere os preceitos a serem observados pela comunicação de órgão público, inclusive disseminando informação falsa que representa risco à vida de milhões de brasileiros”.

Veja à integra do documento 

Padilha pede esclarecimentos ao Ministério da Saúde e apresenta projeto de lei para suspender protocolo da cloroquina de Bolsonaro



*Com informações da Revista Fórum

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) apresentou nesta quarta-feira (20) requerimento de informação ao Ministério da Saúde sobre o anúncio do protocolo com as orientações para o uso da cloroquina e hidroxicloroquina para tratamento medicamentoso de pacientes com sinais e sintomas de Covid-19.

Considerando que o protocolo do Ministério da Saúde é apócrifo, não explicita quais foram os critérios para a orientação de uso de medicação sem comprovação da garantia de eficácia cientifica, que apresenta reações adversas claras e possui estudos em uso precoce ainda não definidos, o pedido indaga, entre outros assuntos, a falta de assinatura de um responsável técnico pelo protocolo, se ele foi debatido em todas as instâncias do Ministério, indaga se houve consulta para incorporação da medicação na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) e se foi levada em consideração o questionamento e suspensão da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e do Conselho Nacional de Saúde sobre estudo do uso da cloroquina e hidroxicloroquina pela realizado pela Rede Prevent Sênior. O pedido ainda alerta as contradições das orientações do Conselho Federal de Medicina (CFM) e por não apresentar o cuidado do sistema de vigilância de eventos adversos.

“O protocolo é uma contradição em si e reafirma o tempo todo que a cloroquina não tem evidência da eficácia e utilização clara para o tratamento a pacientes com coronavírus. Não há assinatura do responsável técnico no documento e uma orientação de diretrizes sobre atenção pré-hospitalar de como cuidar das pessoas. Defendo que todas as alternativas terapêuticas, inclusive a cloroquina, devem continuar sendo avaliadas em estudos controlados e não em distribuição em massa”, afirma Padilha.

Projeto de Decreto Legislativo para sustar o protocolo de uso cloroquina

Padilha também apresentou nesta quinta-feira (21)  projeto de lei na Câmara para suspender o novo protocolo do Ministério da Saúde. O parlamentar também acionou o Tribunal de Contas da União (TCU), listando irregularidades no protocolo e motivações do governo que “afrontam o interesse público”.

Além dos questionamentos ao Ministério da Saúde e o pedido de suspensão do protocolo, Padilha acionou o Tribunal de Contas da União para solicitar abertura de procedimento de análise pelo aumento da produção da cloroquina determinada ao Exército pelo Presidente da República e ofício à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão para investigação e responsabilização, inclusive criminalmente.

Projeto do Padilha obriga inclusão de raça nos registros da covid-19; veja a íntegra



Imagem/Divulgação

*Com informações do Congresso em Foco

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) apresentou na Câmara um projeto de lei (PL) que determina aos órgãos integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS) e instituições privadas de assistência à saúde a inclusão de marcador étnico-racial nos registros dos pacientes com covid-19, conforme as categorias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de localização e de gênero, para a produção de dados oficiais de contaminação e mortalidade da doença. O PL prevê que os dados passem a fazer parte da apresentação pública dos dados de infecção e mortalidade.

O projeto prevê que os dados de qualquer pessoa com suspeita de contaminação, contaminadas, hospitalizadas e falecidas por covid-19 sejam marcados.

Padilha utilizou na justificativa do projeto exemplo de uma ação civil pública, que foi ajuizada pelo Instituto Luiz Gama e pela Defensoria Pública União (DPU), que resultou na determinação da Justiça Federal do Rio de Janeiro para que os dados registrados e divulgados sobre os “casos de coronavírus no país incluam, obrigatoriamente, informações sobre a etnorraça dos infectados, e reconheceu a necessidade de identificar grupos mais vulneráveis à pandemia no país”.

“Na decisão o juiz federal do Rio de Janeiro Dimitri Vasconcelos Wanderley destacou que ‘a urgência da medida reside na própria pandemia e na necessidade premente de que os gestores adotem medidas realmente condizentes com as necessidades da população, especialmente a que se encontra em situação de maior vulnerabilidade’”, diz a justificativa do projeto.

Segundo o projeto, o risco de morte de negros por covid-19 é 62% maior em relação aos brancos. No
caso dos pardos, esse risco é 23% maior.

 

Veja o PL na íntegra