General Heleno recebe R$ 19 mil, acha pouco e debocha do povo brasileiro, afirma Padilha



*Do PT na Câmara 

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) afirmou nesta quarta-feira (10), que o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, mais uma vez não oferece explicações convincentes sobre os 39 quilos de cocaína apreendidos em avião da Presidência da República, no aeroporto de Sevilha, na Espanha, em 25 de junho. O militar ainda debocha do povo brasileiro ao informar que tem vergonha de receber salário de R$ 19 mil, pela patente que exerce no Exército Brasileiro.

A droga estava em poder do segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos, da Força Aérea Brasileira (FAB).

“O general Heleno mais uma vez debocha da grande maioria do povo brasileiro. Ele já havia debochado quando disse que não poderia impedir 39 quilos de coca num avião porque não tem bola de cristal. Já tinha debochado quando disse que foi um azar esse sargento ter sido preso, e agora faz um novo deboche, exatamente no dia que o governo dele tenta aprovar mudança na Previdência que ataca aqueles que recebem até dois salários mínimos”, criticou Padilha.

A declaração do ministro de Bolsonaro ocorreu durante audiência pública conjunta das Comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, e Direitos Humanos e Minorias da Câmara, requerida pelos deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Erika Kokay (PT-DF) que debateu sobre a apreensão de drogas em aeronave militar.

“Eu tenho vergonha do que eu recebo do Exército. Isso eu tenho vergonha. Se eu mostrar para o meu filho que eu sou general de Exército, e ganho líquido R$ 19 mil, eu tenho vergonha”, ironizou o ministro, ao ser questionado sobre o salário de R$ 50 mil que recebia como diretor de Comunicação e Educação Corporativa no Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Perguntas sem respostas

Segundo Padilha, o ministro deixou muitas perguntas sem respostas. Ele citou como exemplo os questionamentos sobre quem decidiu que o voo iria parar em Sevilha, de quem é a cocaína, se além do sargento, existem outros tripulantes ou oficiais envolvidos, e se há outras conexões internacionais envolvidas no fato.

“Foi reconhecido pelos oficiais que é um fato gravíssimo em relação à segurança da tripulação, dos voos presidenciais, que é gravíssimo em relação a manchar o nome do Brasil no exterior e da própria Forças Armadas Brasileira”, observou Padilha.

A deputada Erika Kokay disse que esperava resposta mais efetiva do ministro de Bolsonaro sobre esse fato que, segundo ela, envergonhou o País. “Ele não apontou nada de concreto de que esse fato não ocorrerá. É mais um episódio que atenta contra a imagem deste país e que precisa de uma justificativa plausível diante da nação”, avaliou a deputada, que cobrou medidas para que o Brasil não seja mais humilhado internacionalmente.

Apuração

Erika Kokay afirmou ainda que espera agilidade na apuração e que a investigação mostre todos os meandros dessa operação. “Esperamos uma apuração que coloque a limpo e mostre claramente quem está envolvido. Porque não acredito que um sargento sozinho entraria com 39 quilos de coca no avião. Tem mais gente envolvida nesse crime gravíssimo e que precisa ser fortemente apurado”, alertou.

Governo Lula e militares

Em discurso duro, a deputada e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann (PR), fez um resgate histórico da relação entre os governos do PT e as Forças Armadas. Ela lembrou que os governos do PT sempre trataram as Forças Armadas com respeito e dignidade, integrando-as no esforço democrático de desenvolvimento.

Gleise chamou a atenção dos seus pares e dos debatedores para que voltassem ao ano de 2002, período em que o Exército teve que dispensar 44 mil recrutas, quase 90% porque o então presidente, Fernando Henrique Cardoso, explicou Gleisi, tinha cortado as verbas do soldo e da alimentação dos militares.

“Por isso eu não consigo entender porque tanto ódio, por isso eu não consigo entender a perseguição, por isso eu não consigo entender a ingratidão em relação ao presidente Lula e aos governos do PT”, observou.

Para a deputada, não adianta dizer que é a corrupção. Segundo ela, a narrativa sobre corrução utilizada para condenar o PT e Lula começa a ser desvendada pelas revelações da Vaza Jato. “As atitudes que o atual ministro Moro tinha como juiz, com o então acusador Deltan Dallagnol, isso sim envergonha o nosso País, envergonha internacionalmente, como que a justiça pode ser objeto e ser usada para perseguição daqueles que são, não inimigos, mas que disputam na política”, concluiu.

Benildes Rodrigues

 

Padilha encerra em Santos ciclo de audiências públicas sobre o impacto da Reforma da Previdência na vida das mulheres



O mandato do deputado Alexandre Padilha encerrou na cidade de Santos, nesta segunda-feira (10), o ciclo de audiências públicas sobre o tema “O impacto da Reforma da Previdência para as Mulheres”. Foram cinco audições sobre o tema pelo estado de São Paulo nas cidades de Santo André, Campinas, Capital, Ribeirão Preto e Santos.

As atividades foram propostas pelos membros da Subcomissão Especial da Seguridade da Mulher, da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, da qual Padilha é membro titular, para que o debate fosse levado aos estados a fim de subsidiar relatórios que serão propostos na Comissão.

Nas cidades, mandatos de deputados estaduais e vereadores colaboraram para a realização da discussão. Em Santos, a audiência pública foi convocada pela vereadora Telma de Souza.

Após a conclusão desse processo, projetos de lei e outras medidas poderão ser apresentadas no Congresso Nacional em defesa da aposentadoria digna para as mulheres.

Padilha apresentou para os participantes a ideia de realizar audiências sobre o tema para dar visibilidade a crueldade com as mulheres. “A cada audiência, com relatos e dados, fico mais certo de que com certeza as mulheres serão as mais prejudicadas com essa destruição da Previdência. É importadíssimo estarmos juntos aqui debatendo e montando estratégias para evitar essa barbaridade”.

Também participam Sergio Pardal do Fórum em Defesa das Aposentadorias, Jocenita Silva Santos, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação de Serviços (Sindimont), Ivanise Monfredini, Coordenadora da Cátedra Don Paulo Evaristo Arns da UNISANTOS, Virgínia Junqueira, Professora da Unifesp, Camila Ikuta, Assessora Técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e Débora Camilo, vice-presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB/Santos.

Ivanise Monfredini, Coordenadora da Cátedra Don Paulo Evaristo Arns da UNISANTOS, destacou o crime contra as professoras que poderão ser cometidos com a aprovação da proposta.

“Aumentarão nosso tempo e idade para aposentadoria. A informalidade ataca a mulher em primeiro lugar, nós somos as principais vítimas. Se a gente tem que passar por uma reforma porque estamos ficando mais velhos, é preciso discutir com a sociedade e as mulheres devem ser incluídas. As professoras trabalham três períodos para conseguir um sustento mínimo. E querem propor aposentadoria por um período de anos muito maior para o tempo de contribuição”.

A Professora da Unifesp, Virgínia Junqueira destacou a preocupação com a saúde física e mental dos trabalhadores e trabalhadoras. “O que sempre mostramos para nossos alunos é a importância da Seguridade Social na Constituição Federal. Que engloba a previdência, saúde e assistência social. É uma conquista, não existia anteriormente. No momento que as pessoas forem afetadas com essas medidas, afetará diretamente a saúde delas e recairá para os profissionais de saúde, que ficarão sobrecarregados, porque a previdência e a assistência social estarão falhando com as pessoas, rebatendo na saúde de imediato”.

A assessora Técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Camila Ikuta levou estudo da instituição feito recentemente para a análise da PEC com foco no impacto na vida das mulheres. De acordo com ela, metade das mulheres no Brasil hoje está na informalidade e mais de um terço não estava contribuindo para a Previdência no momento da pesquisa.

“O aumento da idade mínima somada ao maior tempo de contribuição vai impossibilitar a aposentadoria de muitas mulheres hoje. No caso das trabalhadoras do setor urbano e rural, terá elevação de dois anos na idade mínima e tempo de contribuição de 15 para 20 anos. Para as servidoras, há exigência é muito maior, a idade mínima aumenta sete anos. Para as professoras passa de 60 anos e 30 anos de contribuição. Fora o valor das aposentadorias, que será reduzido pela regra de transição. Se hoje nós temos dificuldades de aposentadoria o que dirá com aprovação da Reforma da Previdência”.

Jocenita Silva Santos, Presidente do Sindimont, levou a preocupação dos trabalhadores e trabalhadoras para a audiência: “Nas fábricas a PEC da Previdência é considerada como a PEC da Morte” e sua história de vida.

“Nessa batalha difícil sobre a nova Previdência apresentada pelo governo, no meu caso, que sou uma soldadora naval e estava com a esperança de aposentar daqui a três anos na especial, se essa PEC passar vou morrer soldando. Tenho 44 anos, 22 anos contribuição. Trabalhei na construção civil e naval pesada há anos. A mulher tem tripla jornada de trabalho. Além de ser mulher, eu sou negra. A não aprovação dela depende de nós. Por isso precisamos informar e conscientizar a todos de que se a PEC passar, não vamos desfrutar de tudo o que conquistamos”.

Após as falas, contribuições e opiniões dos participantes da sociedade civil presentes na audiência, a vereadora Telma encerou o debate alertando. “Pelos direitos da educação, saúde e por uma aposentadoria digna é imprescindível a greve geral do dia 14/6. Estamos em um momento crucial e nossas ações irão mudar a nossa história”.

 

 

 

 

 

Projeto que afrouxa código de trânsito põe crianças e bebês em risco, diz ex-ministro



Da Rede Brasil Atual

São Paulo – O projeto de Jair Bolsonaro que altera o Código de Trânsito Brasileiro pode ser classificado como mais um “pacote da morte” do governo. A avaliação é do ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP). Padilha considera “profunda irresponsabilidade” reduzir qualquer tipo de fiscalização, num país reconhecido mundialmente como campeão em número de acidentes de trânsito.

“Todas as pessoas correm mais risco com a redução da fiscalização e da punição aos que cometem irregularidades no trânsito”, reforça Padilha. Mas um ponto, em especial, deixa o deputado chocado: a extinção de multa para as pessoas que não usarem a cadeirinha infantil no banco traseiro do carro.

“É uma irresponsabilidade enorme, colocando em risco a vida de milhões de crianças e bebês”, diz, lembrando que essa medida foi estabelecida quando ele era ministro da Saúde. “Apoiamos e estabelecemos como regra do uso já na saída do hospital, tanto na cidade quanto na estrada. Quando o presidente Bolsonaro diz que não vai haver mais multa, somente notificação por escrito, vai desproteger milhões de crianças no país.”

Pior para o SUS

Padilha lembra ainda do impacto dos acidentados de trânsito, para o Sistema Único de Saúde (SUS), da ordem de R$ 3 bi ao ano, só no atendimento emergencial. “Não estou falando nem dos custos com reabilitação e recuperação, frequentes quando se consegue salvar a vida das pessoas. Se hoje os acidentes já causam tantas perdas, isso vai se multiplicar se forem afrouxadas medidas contra quem comete irregularidades.”

O ex-ministro ressalta problemas para a economia do país. “Os acidentes muitas vezes retiram pessoas absolutamente produtivas da sua capacidade de trabalho, afastando-as por muito tempo”, afirma.

Padilha faz um paralelo com o que ocorreu na cidade de São Paulo, quando o então prefeito João Doria aumentou o limite de velocidade nas marginas, reduzido na gestão de Fernando Haddad. “Quem é de São Paulo já viu esse filme, quando Doria acabou com medidas importantes do prefeito Haddad. Isso resultou num aumento de 60% nas mortes nas marginais.”

Alexandre Frota provoca Padilha e fica desnorteado com resposta do deputado petista



Da Revista Fórum

Deputado do PSL usou 7 minutos para atacar o PT e, especialmente, o ex-ministro Alexandre Padilha (PT-SP), a quem ele acusou de “dar” dinheiro para países como Cuba; na resposta, Padilha ironizou: “Sou solidário ao senhor porque não é fácil ser líder do partido do governo. Não tem o que dizer sobre o que o governo faz e fica falando do governo anterior”. Assista:

 

O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) usou nesta terça-feira (4), na Câmara dos Deputados, o tempo da liderança do governo para falar na tribuna da Casa. O parlamentar usou pelo menos sete minutos de sua explanação para criticar o PT e, especialmente, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), que foi ministro da Saúde e a quem Frota acusa de ter “dado” dinheiro para Cuba e outros países.

Em apenas um minuto – tempo que foi concedido pelo presidente da sessão -, no entanto, Padilha, conseguiu, com sua resposta, “desnortear” Frota, que chegou, inclusive, a sorrir e concordar com a cabeça durante a fala do petista.

“Eu sei do seu esforço, porque o senhor assume o tempo da liderança do partido do governo e não tem o que falar o que o governo fez. E para isso traz 20 páginas tentando atacar o governo anterior. Aliás, vários números que o senhor trouxe são orgulho do nosso governo. E suas 20 páginas não respondem à pergunta. Cadê o Queiroz? Quais respostas o governo Bolsonaro deu às críticas que o senhor fez ao Eduardo Bolsonaro? Sou solidário ao senhor porque não é fácil ser líder do partido do governo. Não tem o que dizer sobre o que o governo faz e fica falando do governo anterior. Viva o governo Lula! Tenho muito orgulho do governo dele”, disse Padilha, que foi aplaudido por outros parlamentares.

 

O Nordeste não aceita Bolsonaro



*Por Alexandre Padilha para o site do PT

Após quatro meses trancado no Palácio do Planalto, fazendo apenas viagens internacionais, ajoelhando-se a Trump ou em encontros questionáveis em Dallas, Bolsonaro resolveu marcar sua primeira ida ao Nordeste. O presidente enfrentará a população e os governadores da região.

Dias após a posse, afirmou não esperar que nenhum governador do Nordeste pedisse nada a ele, pois “não era o presidente deles”. Bolsonaro trata o Nordeste com deboche e descaso. Não à toa, a região, segundo o IBGE, é a mais critica a seu governo.

O povo nordestino sabe quem está ao lado dele. E como nosso presidente Lula diz “o nordestino era tratado como a escória da humanidade antes dos governos do PT”. O legado de nossas gestões na região é muito mais que a inclusão social com o Bolsa Família, mas também com programas para o desenvolvimento econômico, deeducação, que levou as universidades e institutos federais para as cidades, o combate à seca e a redução dos índices de mortalidade infantil, com o ajuda dos profissionais do Mais Médicos.

Grandes transformações alvos de desmontes, antes por Temer e agora por Bolsonaro, são a demonstração do desrespeito à identidade democrática. É preciso aprender com o Nordeste brasileiro. Mesmo sendo desprezado pelo governo, em meio a retrocessos de políticas públicas e direitos, em especial com a destruição daPrevidência, a região dá show de democracia e representatividade.

Como na criação do Consórcio dos Governadores do Nordeste, que de forma colaborativa, se propõe a enfrentar a crise dos Estados, contrapondo estrategicamente ao que a elite brasileira tem feito, além da formulação da carta aberta contra o decreto de armas proposto por Bolsonaro, iniciativas que merecem nossos aplausos.

Com o intuito de resistir e ser uma voz na luta pelos direitos, constituímos no meu mandato participativo de deputado federal um Conselho Político, que tem o objetivo de compartilhar ideias, refletir sobre a política, dialogar com movimentos sociais e mobilizar a sociedade pela luta dos direitos do povo.

Ele reúne lideranças do PT e de partidos de esquerda, representantes de movimentos populares e sindical, acadêmicos, dirigentes das Universidades e Instituições Federais, pensadores e ativistas culturais. Neste sábado (25), teremos nossa primeira plenária do Conselho Político e fiz questão de convidar o governador do Piauí,Wellington Dias, para ser membro deste grupo.

Precisamos ouvir as orientações e conselhos de lideranças que contribuíram e contribuem nos avanços de direitos e na resistência ao governo Bolsonaro.

São incontestáveis os avanços no Piauí nas gestões do governador Wellington Dias. No seu primeiro mandato, iniciado em 2003, assumiu a responsabilidade de fazer com que o estado atingisse o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais alto em 20 anos. Naquela época o índice era muito baixo. Em 2010 o Piauí atingiu o índice médio. A meta é que até 2022 esse número chegue a 0,7 – considerado índice de estado desenvolvido.

Em parceria com o governo federal, tirou milhares de famílias da miséria com o Bolsa Família, o estado foi o primeiro a receber o programa Fome Zero, investiu em educação universitária, produção de energia limpa e renovável com os parques eólicos e investimentos econômicos locais.

Enquanto o país afunda na desigualdade social, o Piauí e os outros estados do Nordeste resistem arduamente aos desmontes das politicas de inclusão social implantadas prioritariamente na região e que trouxeram a dignidade e esperança para o povo.

MP 870 é a destruição de direitos conquistados, alerta Padilha



*Com informações do PT no Senado

Dos dias 23 a 25 de abril o Senado Federal realizou audiências públicas da Comissão Mista para examinar a Medida Provisória (MP) 870/2019, primeira editada pelo governo Bolsonaro que, entre outras ações, reorganizou ministérios e órgãos, como no controle da demarcação de terras indígenas antes atribuída a Fundação Nacional do Índio (Funai) – que era vinculada os Ministério da Justiça e passou a ser do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) -, para Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – monitoradas em maioria pelos ruralistas -, extinguiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e o fim do Ministério do Trabalho e Emprego.

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) é um dos autores dos requerimentos das audiências e esteve presente em todas, afirmou na que debateu a reorganização dos ministérios e órgãos com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e da articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB,) que Bolsonaro está destruindo estruturas fundamentais de governos que foram construídas ao longo de décadas ao relembrar de sua experiência do Núcleo de Extensão em Medicina Tropical do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias, instituído na região Amazônica, e que acompanha povos indígenas, como a tribo Zo’é, onde ações eram combinadas de médicos com ações de coordenação da capacidade de operação do Ministério da Justiça.

“Essa Casa não pode permitir que essas populações fiquem a mercê das declarações  do Presidente da República, que são as piores possíveis, sobre o povo indígena, quilombola e até do MST. Não foi o Lula e o PT que criaram o Funai e colocou sob a responsabilidade do Ministério da Justiça, um conjunto de direitos para essa população foi estabelecido na Constituição. É inadmissível que através de uma medida provisória o governo queira destruir o Estado brasileiro”.

Ainda na audiência que debatia a reorganização ministerial e de órgãos, que contou com convidados da Associação de Servidores do Ibama (ASIBAMA), Instituto Socioambiental (ISA) e Aliança Nacional LGBT – a MP retirou diretrizes e políticas de promoção à população LGBT do Ministério dos Direitos Humanos -, Padilha afirmou que o governo alega estar enxugando a máquina pública com a extinção de sete Ministérios, mas criou 20 secretarias especiais, com mais despesas. Ainda segundo ele, as atribuições a outros órgãos que não possuem competência para lidar com temas propostos destroem as políticas públicas já implantadas.

 

No âmbito do fim do Consea, que colaborou na superação da fome no país, redução de açucares nos alimentos e alimentos industrializados e regulação da utilização dos agrotóxicos, a ex-presidente do Conselho, Elisabetta Recine destacou aprovação do programa de segurança alimentar e nutricional do país como referência internacional, com foco na alimentação orgânica, que promove desenvolvimento local e qualidade de vida das pessoas.

“O Brasil tem um conceito de segurança alimentar e nutricional que se diferencia do que acontece internacionalmente. A inexistência do Consea compromete de maneira importante a existência desse sistema criado. A volta do Brasil ao mapa da fome não é uma ameaça. É responsabilidade desta Comissão Mista não manter a extinção do Consea e restituir sua integralidade”.

Padilha é autor de emenda à medida provisória para reestruturação do Conselho, ressaltou que Bolsonaro quer atacar uma das políticas mais importantes e transversais do país, sem saber a história do Consea.

Sobre o Ministério do Trabalho e Emprego que teve suas atribuições distribuídas aos Ministérios da Economia, Cidadania e Justiça, o assessor da Secretaria Nacional de Assuntos Jurídicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Azevedo, destacou que o governo deve respeitar a estrutura do Estado de acordo com o que esta estabelecido na Constituição. “Há uma ausência de prioridade no governo nas áreas da saúde, esporte, meio ambiente. Estamos diante de um desmonte do estado pra viabilizar a destruição de direitos conquistados através da Constituição”.

 

Para Padilha a MP incha os setores das máquinas administrativas e enxuga os direitos conquistados. “Cabe a essa Casa analisar os impactos dessa MP, que é da destruição. A ‘Constituição Bolsonariana’ está sendo estabelecida. Essa medida provisória coloca o trabalho e o emprego para um tema marginal de política pública. Queremos o Ministério do Trabalho recriado, com responsabilidade política e poder político num momento tão importante da conjuntura”, afirmou.

A medida provisória está sendo debatida no Senado. Até agora, foram apresentadas 541 emendas a MP, 137 na Câmara dos Deputados e 84 no Senado. As  audiências públicas da comissão mista para examinar a MP 870/19 agora estão aguardando o relatório do relator para encaminhar alterações.

 

 

“Precisamos de reforma tributária e da previdência justas”, afirma Padilha em debate



Nesta quinta-feira (11) o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) participou do debate sobre a Reforma da Previdência com o deputado Fernando Monteiro (PP-PE) organizado pelo Movimento Política Viva e o aplicativo Poder do Voto, duas instituições apartidárias. 

Com a intenção de trazer visões distintas sobre a Reforma, o debate reuniu representantes de instituições e sociedade civil. 

“Sou totalmente contra essa Reforma da Previdência, ela não é Reforma, é destruição. Acho que precisamos ter mecanismos de idade mínima, mas o Brasil é desigual. Alguns setores, como trabalhadores rurais, não tem como provar o tempo de serviço, apesar de ter iniciado a trabalhar muito cedo. Não dá para comparar tempo de serviço em um país de desigualdades”, explanou Padilha. 

O deputado Fernando Monteiro afirmou que é contra a todas as medidas que irão prejudicar os trabalhadores da proposta e que acabar com a previdência solidária é extremamente prejudicial ao país. 

“Um coisa positiva dessa reforma é trazer os militares para a discussão da previdência. Nunca foi feito em outros governos, após redemocratização. O plano de Paulo Guedes para a previdência destrói o que foi estabelecido em 98.”

Respondendo às perguntas do público, foi abordado o clima da pauta no Congresso, Padilha afirmou que há muitas dificuldades e que só haverá espaço para o texto se entrar também a pauta da reforma tributária.

“Nós precisamos de uma reforma tributária e da previdência justas, que não retrocedam nos direitos conquistados do trabalhador brasileiro”. 

Haddad: O golpe de 1964



 

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações da Folha de S.Paulo

Não se trata de mera questão semântica. Chamar o que ocorreu há 55 anos pelo nome certo é ato de respeito à nossa história e às vítimas de páginas de horror.

Sim, foi um golpe porque o que foi feito naqueles dias rasgou a Constituição de 1946, então vigente. João Goulart era o presidente da República e afastá-lo pela força das armas não possuía amparo constitucional. Lembremos Tancredo Neves, bradando indignado contra a fraude perpetrada no Congresso Nacional sob a mira das baionetas.

O que se seguiu ao golpe perpetrado há 55 anos está fartamente documentado: torturas, desaparecimento de pessoas, censura a artistas e intelectuais. A repressão descarada, as Obans, os Doi-Codis, as valas comuns no cemitério de Perus e em tantos outros em todo o país. O empoderamento dos esbirros nos Dops. A prepotência e as muitas cassações arbitrárias: mandatos parlamentares, professores universitários, ministros do Supremo Tribunal Federal. Cassaram o sagrado direito de pensar diferente e a liberdade de expressão. E puniram quem se insubordinasse a esta ordem.

Do ponto de vista econômico, aos dias de crescimento se seguiram anos de inflação galopante, recessão econômica, dívida externa, concentração de renda nas mãos de poucos. O bolo cresceu e não foi dividido. Naqueles dias, poucos tinham acesso a escolas e a saúde pública era mais precária do que é hoje. O Brasil foi à falência ao final dos governos militares, com inflação gigantesca e socorros do FMI.
Nenhum outro país do nosso continente, que também passou pelo mesmo processo histórico, aceita discutir qualquer aspecto de comemoração ou rememoração de suas ditaduras militares.

Na semana passada, a sociedade argentina repudiou em uníssono sua efeméride trágica, que custou a vida de mais de 30 mil cidadãos. No Chile, o presidente Sebastián Piñera qualificou de infelizes as declarações do seu colega brasileiro, que enalteceu o triste período Pinochet.

Não há o que comemorar ou rememorar. Vivemos sob a Constituição de 1988, a Carta Cidadã de Ulysses Guimarães e de democratas que proclamaram repulsa àqueles tempos. Por que, então, o atual presidente resolveu acender esse conflito?

Estamos assistindo a um desgoverno que rapidamente se esgota. Não há políticas públicas apresentadas à nação, como se demonstra com o caos no Ministério da Educação, o e exótico Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o confuso Ministério do Meio Ambiente… Gerar conflitos passou a ser conteúdo e é a única forma de governar. Criam-se “inimigos” o tempo inteiro para dividir o país e, com isso, supostamente sustentar o governo.

Invoca-se uma nova política cujos desígnios são inspirados por um falso filósofo que se abriga no exterior. Nesse esforço de criar confusões não se mede nenhuma consequência.

A disparatada política externa destrói a imagem do Brasil no mundo. Ameaça trazer o conflito do Oriente Médio para nossas fronteiras. Atenta contra a política com nossos vizinhos. Coloca em risco nossas empresas e nossos empregos. O mundo assiste perplexo à diplomacia presidencial se transformar na submissão dos interesses econômicos do Brasil a outros países, notadamente os Estados Unidos.

O Brasil é de todos. O Estado Democrático de Direito deve ser protegido por todos os segmentos políticos, empresariais, sindicais e populares
.
A democracia é que nos deixa conviver com nossas legítimas diferenças pessoais e nos permite sonhar com maior justiça social. Nenhuma ditadura serve mais ao Brasil. Acreditamos que a imensa maioria dos militares sabe disso. Pena que exatamente o presidente da República esteja em contradição com a nossa Constituição. Nesses 55 anos do golpe de 1964, em ato de verdadeiro amor pelo Brasil, proclamamos: Democracia Sempre, Ditadura Nunca Mais.

Fernando Haddad
Candidato à Presidência da República pelo PT; ex-prefeito de São Paulo (2013-2016) e ex-ministro da Educação (2005-2012, governos Lula e Dilma)

Flávio Dino
Governador reeleito do Maranhão (PC do B), no poder desde 2015; ex-deputado federal (2007-2011)

Guilherme Boulos
Ex-candidato à Presidência da República pelo PSOL(2018) e militante da Frente Povo Sem Medo

Ricardo Coutinho
Ex-governador da Paraíba pelo PSB (2011-2018)

Sônia Guajajara
Ex-candidata do PSOL à Vice-Presidência da República (2018) e líder indígena

 

PT e PSOL se reúnem com Toffoli para pedir a criminalização da homofobia



 

 

Parlamentares do PT e PSOL solicitaram uma audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, para pedir a criminalização da homofobia. As deputadas Maria do Rosário (PT-RS), Erika Kokay (PT-DF), Alexandre Padilha (PT-SP), Natália Bonavides (PT-RN), Paulão (PT-AL), Bacelar (Pode-BA), professora Rosa Neide (PT-MT), Fábio Trad (PDS-MS) e David Miranda (PSOL-RJ) se reuniram com Toffoli no início da noite desta terça-feira (12).

Duas ações que pedem a criminalização da homofobia constam na pauta do STF desta quarta-feira (13), elas foram movidas pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transgêneros e Intersexos (ABGLT) e o Partido Popular Socialista (PPS) e tramitam no tribunal há sete anos.

Os textos das ações apresentam que o artigo 5º da Constituição Federal de 1988 determina que qualquer “discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais” seja punida como crime. Ao não legislar sobre a homofobia e a transfobia, os parlamentares estariam se omitindo inconstitucionalmente, por “pura e simples má vontade institucional”, algo que o Congresso nega.

Como a homofobia ainda não é crime no Brasil, em casos de agressão verbal ou física a uma pessoa LGBT, a ocorrência é registrada como ofensa moral (injúria, por exemplo), lesão corporal, tentativa de homicídio, entre outros.

As ações também pedem que o STF estabeleça um prazo para que seja criada a lei. Além disso, uma delas pede a equiparação da LGBTfobia ao racismo, no que diz respeito a condenação e pena.

Grupos LGBTs reunidos

Diversos grupos LGBTs em conjunto com partidos de esquerda organizaram manifestações por todo o país para colocar os holofotes sobre a LGBTfobia existente no Brasil e mostrar a necessidade e importância de tornar crime a homofobia e transfobia, além de colocar pressão no STF.

A presidenta da ABGLT, Simmy Larrat explicou que “não é por aquela pessoa ser quem ela é ou amar que ela ama que ela pode ser condenada à ausência de cidadania ou a agressões e violações gratuitas, como não ser aceita no local de emprego, ser recusada nos espaços de cidadania, ser agredida verbalmente, entre outras violações”.

Da Agência PT de Notícias