Padilha participa de debate “O município de SP e a disputa eleitoral em 2020” do coletivo Cidadania Ativa



Nesta segunda – feira (10) o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Alexandre Padilha, participou da discussão “O município de SP e a disputa eleitoral em 2020” do coletivo Cidadania Ativa.

Idealizado para propiciar e incentivar estudos e formação política com a ótica de esquerda, o coletivo é partidário, vinculado ao PT, formado por lideranças de movimentos sociais e entidades.

A discussão abordou os temas segmentados e regionais que serão discutidos nos debates que iniciarão na próxima sexta-feira (14) com todos os pré-candidatos do PT antes do processo de prévias do partido.

Em sua fala, Padilha reforçou a necessidade de união para a reconstrução do modo petista de governar e importância da eleição na capital. Para Padilha, a eleição municipal da cidade de São Paulo terá peso nacional.

“Se tem uma cidade que o PT tem a possibilidade de liderar no campo da esquerda, é São Paulo. Nós temos história, governamos por três gestões com Erundina, Marta e Haddad, não há uma política pública ou social que tenha sido aplicada na cidade que não tenha o dedo do PT. Precisamos de unidade para enfrentarmos o casamento Bolsonaro/Doria/Bruno Covas para acabar com as  desigualdades que aprofundaram São Paulo”.

O coletivo realizará debates com todos os  pré-candidatos.

Calendário atualizado de debates com pré-candidatos (as) à prefeitura para as eleições 2020.

*EDUCAÇÃO E CULTURA (TEMÁTICO)*

14/02/2020 – sexta-feira

Horário: 19h

Auditório do Diretório Municipal do PT-SP

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226 – Bela Vista

*LESTE III (REGIÃO)*

Itaim, São Miguel

15/02/2020 – sábado

Horário: 9h30

Rua José Cardoso Pimentel, n° 349 – Itaim Paulista

Próximo à Paróquia São João Batista

*LESTE IV (REGIÃO)*

Ermelino Matarazzo, Penha, Vila Matilde, Itaquera

15/02/2020 – sábado

Horário: 15h

Rua Flores do Piauí, 170 – Itaquera – CIFA

*SUL I (REGIÃO)*

Campo Limpo, M’ Boi Mirim

16/02/2020 – domingo

Horário: 9h30

Local a definir

*NOROESTE II*

Casa Verde, Brasilândia

16/02/2020 – domingo

Horário: 15h

Local: Av. Deputado Cantídio Sampaio,144 – Brasilândia

Próx. ao Term. Cachoeirinha

*CENTRO*

Mooca, Centro

27/02/2020 – quinta-feira

Horário: 19h

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226

Auditório do Diretório Municipal do PT-SP

*SAÚDE e LGBTQI+ (TEMÁTICO)*

28/02/2020 – sexta-feira

Horário: 19h

Auditório do Diretório Municipal do PT-SP

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226 – Bela Vista

*OESTE (REGIÃO)*

Butantã, Perdizes, Pinheiros, Lapa

01/03/2020 – domingo

Horário: 9h30

Salão da Igreja Nossa Senhora da Lapa

Rua Nossa Senhora da Lapa, 298 – Lapa

*NORTE I (REGIÃO)*

Jaçanã, Vila Maria, Santana, Tucuruvi

01/03/2020 – domingo

Horário: 14h30

Local a definir

*MULHERES E IGUALDADE RACIAL (TEMÁTICO)*

05/03/2020 – quinta-feira

Horário: 19h

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226

Sede do Diretório Municipal do PT-SP

*HABITAÇÃO, REFORMA URBANA, MOBILIDADE e MEIO AMBIENTE (TEMÁTICO)*

06/03/2020 – sexta-feira

Horário: 19h

Sindicato dos Químicos

Rua Tamandaré, 348 – Liberdade

*NOROESTE I (REGIÃO)*

Pirituba, Perus

07/03/2020 – sábado

Horário: 9h30

Av. Dep. Cantídio Sampaio, 6481

Parada de Taipas (Creche Azul)

*SUL II e SUL III (REGIÃO)*

Capela do Socorro, Parelheiros, Cidade Ademar, Jabaquara, Santo Amaro

07/03/2020 – sábado

Horário: 15h

Local a definir

*MOVIMENTO SINDICAL (TEMÁTICO)*

12/03/2020 – quinta-feira

Horário: 19h

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226

Auditório do Diretório Municipal do PT-SP

*JUVENTUDE E DIREITOS HUMANOS (TEMÁTICO)*

13/03/2020 – sexta-feira

Horário: 19h

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226

Auditório do Diretório Municipal do PT-SP

*LESTE I (REGIÃO)*

Sapopemba, Vila Prudente, Vila Formosa, Tatuapé, São Mateus

14/03/2020 – sábado

Horário: 9h30

Local a definir

*SUDESTE IV (REGIÃO)*

Saúde, Vila Mariana, Ipiranga

14/03/2020 – sábado

Horário: 15h

Local a definir

*LESTE II (REGIÃO)*

Cidade Tiradentes, Guaianases

15/03/2020 – domingo

Horário: 9h30

Paróquia Santo Cristo Rua dos Têxteis, 653

“Foram os governos petistas que diminuíram as distâncias entre os muito ricos e a maioria da população na cidade de São Paulo”, afirma Padilha



 

Neste segunda-feira (27) Alexandre Padilha, pré-candidato do PT a Prefeitura de São Paulo, se reuniu com representantes dos diretórios zonais da capital paulista para agradecer o esforço da militância na garantia das assinaturas de filiados e filiadas para a efetivar sua inscrição às prévias do partido e reafirmar sua candidatura a prefeito da cidade de São Paulo.

Já com a quantidade necessária para participar do processo de prévias do PT, Padilha reiterou a importância do debate pela unidade do partido e pela defesa do legado das gestões do PT na cidade.

“Vamos cumprir e ultrapassar a meta de 1.805 assinaturas para minha inscrição graças ao esforço e empenho de vocês, por acreditarem e apoiarem nosso projeto e também para que possamos fortalecer os legados da gestão Erundina, Marta Suplicy e de Fernando Haddad. Foram os governos petistas que diminuíram as distâncias dos muito ricos e da maioria da população na cidade”, disse Padilha.

O pré-candidato ainda retirou que o PT nasceu das massas e as decisões internas são fundamentais para que se possa proporcionar o debate dentro do Partido.

“O PT tem história e posicionamento para fazer a contraposição ao governo ‘BrunoDoria’. Esse casamento é alimentado pelo governo Bolsonaro, que só governa para os mais ricos”.

 

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Estudantes e famílias protestam contra venda de terrenos de escolas em SP



Da Carta Capital

No sábado 19, um grupo formado por pais e crianças marchou pela Rua da Consolação, zona central de São Paulo, segurando cartazes com os dizeres: “não venda a nossa escola!”. O protesto se deu durante a Virada Educação, um projeto que convida as comunidades escolares a se apropriarem dos territórios. A mobilização foi organizada após a notícia da aprovação de um projeto de lei pelo prefeito da cidade, Bruno Covas, no mesmo dia, que autoriza a venda de 41 terrenos para a iniciativa privada. Entre eles, o que abriga a Emei Gabriel Prestes, escola que funciona no mesmo endereço há 66 anos e atende 210 crianças.

O PL 611/2018 contava inicialmente com sete áreas passíveis de transmissão de propriedade. No entanto, no dia 16 de outubro, foi aprovado em votação um texto substitutivo, apresentado pelo vereador Fábio Riva (PSDB), líder do governo na Casa, que acrescentou 34 terrenos que podem ser negociados com a iniciativa privada. A votação teve início às 19h49 e terminou às 19h52, três minutos depois. Os terrenos de outras duas escolas também estão no PL – o da Emef Maria Antonieta D’Alkmin Basto, na Vila Olímpia, e o da Emef Rodrigo Mello Franco de Andrade, na zona leste.

“Fomos pegos de surpresa. No dia em que a Câmara aprovava a venda de nossa escola, estávamos recebendo um dos principais prêmios da Secretaria, o Professor em Destaque, que reconhece experiências pedagógicas bem sucedidas e contribuem com a melhoria da qualidade de ensino na cidade”, declarou um membro da comunidade escolar da Gabriel Prestes que preferiu não se identificar. A escola é reconhecida por incorporar ao seu currículo o direito à cidade e promover incursões com as crianças pelas ruas, para que os espaços se tornem mais acolhedores às infâncias. Este ano, a escola foi uma das vencedoras do Prêmio Territórios, realizado pela Prefeitura em parceria com o Instituto Tomie Ohtake.

O diretor da unidade, João Kleber De Santana Souza, reforça a importância da escola na região. “A identidade de uma escola, de um projeto pedagógico se dá em conexão com o seu território. A Gabriel Prestes presta atendimento a famílias tradicionais, temos filhos de comerciantes locais, crianças de outras nacionalidades, vindas do Bolsa Família e mesmo da classe média, o que mostra o nosso comprometimento com uma educação de qualidade e plural”, reforça.

Desdobramentos

O impacto da aprovação da lei mobilizou parlamentares da oposição, que se articulam pela revogação do texto. Os vereadores Juliana Cardoso (PT) e Toninho Vespoli (PSOL), juntamente com o deputado federal Alexandre Padilha (PT), elaboraram uma representação que foi encaminhada ao Ministério Público do Estado de São Paulo. Em nota, o MP-SP declarou que o Geduc (Grupo de Atuação Especial de Educação) abriu um inquérito sobre o caso.

No texto, os parlamentares afirmam que a aprovação do PL se deu “por meio de procedimento ilícito”, uma vez que o projeto já havia sido apreciado, em primeira sessão, em maio de 2019. Também apontam que, em sua justificativa, o texto se refere aos terrenos como “áreas ociosas”.

“A lei foi produzida com desvio de finalidade, pois seu móvel não seria a busca de satisfação do interesse público, mas sim eventual benefício a construtoras supostamente interessadas na área, que seria de elevado valor econômico”, diz um trecho da representação.

“É uma crueldade, um ataque ao direito das crianças e adolescentes. Essas escolas têm projetos pedagógicos construídos há décadas, algumas delas inclusive com premiações nacionais reconhecidas. Ao sancionar o PL, o prefeito comete uma atitude contra os marcos legais da Prefeitura que estabelecem claramente a impossibilidade de se vender qualquer equipamento/terreno que tenha função social ativa”, declarou Padilha. Ele também critica uma possível justificativa financeira por parte da Prefeitura para ancorara a lei.

“Isso cai por terra primeiro porque a gestão Haddad fez essa recuperação, a cidade de São Paulo voltou a ter grau de investimento. É apenas um interesse de alimentar a especulação imobiliária em áreas que são muito valorizadas, e à qual o prefeito se rendeu”, pondera.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo informou, em nota, “que as escolas não serão afetadas”. A pasta declarou ainda que “o PL é autorizativo, ou seja, todos os imóveis serão avaliados individualmente antes da alienação. Escolas não serão afetadas”.

Padilha rebate o comunicado. “A revogação é fundamental, até porque a Lei está acima de qualquer decisão da Secretaria de Educação. O secretário que hoje diz que não vai vender, pode fazer depois das eleições. Vamos lembrar que esse discurso de não vender pode ser por conta do período eleitoral no ano que vem. E passado o período, quando a questão já não tiver tanta visibilidade, pode passar. Isso é gravíssimo e defendemos a revogação imediata da lei”.

O parlamentar também protocolou junto ao Tribunal de Contas do Município de São Paulo a necessidade de uma inspeção imediata nos equipamentos. “A ação é fundamental para gerar um relatório que comprove o funcionamento desses equipamentos, o que vetaria qualquer possibilidade de venda”, acrescenta Padilha. Também estão previstas audiências públicas na Câmara dos Deputados, em forma de seminários, em que serão convidados a debater a Lei os integrantes da prefeitura, pais, professores e conselheiros.

A lei coloca “à venda” terrenos de outros equipamentos da cidade como praças públicas, ecopontos e locais que já serviram à cultura nas periferias. “De uma forma geral, é ruim a Prefeitura abrir mão de terrenos que futuramente poderiam servir a unidades básicas de saúde, creches, escolas, equipamentos sociais, centros culturais. Temos poucos terrenos, sobretudo nas periferias, para construir equipamentos novos e necessários à cidade. O prefeito Bruno Covas está acabando com o futuro de expansão de São Paulo. Precisamos de mais escolas, não vender as que temos”, finalizou Padilha.

 

Padilha protocola no Tribunal de Contas do Município de SP inspeção de projeto que prevê venda de escolas em SP



Com informações do Portal R7

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) protocolou nesta segunda-feira (21) no Tribunal de Contas do Município (TCM) um documento que pede inspeção ao projeto de lei que autoriza a venda de 41 terrenos, incluindo escolas e demais equipamentos de uso público, para a iniciativa privada. Padilha anunciou o pedido em  audiência com o presidente do TCM, João Antônio.

De número 611/2018, o projeto leva a assinatura do prefeito Bruno Covas (PSDB). Inicialmente, o documento pretendia conceder apenas sete áreas à iniciativa privada. Porém, no dia da votação (16), o líder do governo na Casa, o vereador Fábio Riva, entregou duas horas o substitutivo, no qual acrescentou 34 terrenos.

A sessão teve início às 15h. A votação do substitutivo, por sua vez, começou às 19h49 e terminou três minutos depois. O texto foi aprovado por 34 vereadores e recebeu 15 votos contrários e uma abstenção. No último sábado (19), três depois dias, a lei foi sancionada por Covas.

Duas das áreas aprovadas para venda abrigam equipamentos educacionais: EMEI, localizada na rua da Consolação, número 1.012, região central, e EMEF, situada na rua Baluarte, número 162, zona sul. Formada por pais, conselhos, professores, gestores, a comunidade escolar teme que o direito a educação, garantido no artigo 205 da Constituição Federal, seja ameaçado.

“Nós vamos analisar o projeto que foi aprovado e, caso seja constatado uma escola, não vamos mexer”, garantiu o secretário municipal de Desestatização e Parcerias de São Paulo, Rogério Ceron.

Na tentativa de identificar os terrenos e suas respectivas funções, o deputado protocolou um documento pedindo inspeção dessas áreas, sob a justificativa de que se “trata de direitos de milhares de crianças e adolescentes que poderão ser atingidas pela venda desses equipamentos públicos, com consequências imprevisíveis para a educação no município”.

“O projeto de lei aprovado por Bruno Covas, a toque de caixa, quer privatizar dezenas de terrenos de escolas, áreas verdes e equipamentos do SUS. Na prática, isso é um ataque ao direito de milhares de crianças, adolescentes e usuários que serão atingidos e ficarão desassistidos, ocasionando consequências terríveis a população da cidade de SP”, afirma Padilha.