Juntos para buscar mais recursos para a saúde de Campinas e região



*Por Alexandre Padilha para Carta Campinas 

Em meu primeiro ano de atividade parlamentar na Câmara dos Deputados, tenho representado o estado de São Paulo na luta pela garantia de direitos para a população paulista. Junto com os deputados e senadores que compõem a bancada do estado, obtivemos uma conquista importante para a população: cerca de R$ 180 milhões em emendas impositivas, recursos a mais a serem destinados a hospitais especializados, santas casas, universidades e institutos federais.

Esta ação foi fruto da mobilização para o debate e articulação política dos congressistas, com o objetivo de enfrentar a falta de recursos na área da saúde e educação ocasionados pela EC 95/2016, sancionada por Temer, que congelou por 20 anos os gastos orçamentários em serviços sociais e públicos, e também os contingenciamentos anunciados pelo governo Bolsonaro. A EC 95 retira quase R$ 20 bilhões do SUS em 2019 e 2020 em razão do congelamento dos valores mínimos obrigatórios para execução em saúde.

Para Campinas e região, o Hospital das Clínicas da Unicamp, a Maternidade de Campinas, o Hospital e Maternidade Celso Pierro, o Hospital Sobrapar, o Boldrini, a Santa Casa de Valinhos e o Instituto Federal Campinas/Ouro Verde, que visitei recentemente com o vereador Pedro Tourinho, serão contemplados, juntos, com mais de R$ 8 milhões em investimentos.

No mês retrasado, o governo encaminhou para o Congresso Nacional a previsão de orçamento para 2020. A área da saúde, por exemplo, está dependente da aprovação da regra de ouro. Esse mecanismo constitucional estabelece que, se o governo tem que se endividar acima das despesas de capital, ele precisa da autorização do Congresso Nacional para isso.

Quando fui Ministro de Lula e Dilma orçamento público era levado a sério e mais investimentos para a população que mais precisa não eram despesa e a regra de ouro nunca foi utilizada porque o Brasil crescia e gerava emprego, aumentando a arrecadação para financiar as políticas sociais e os investimentos.

Após o início da política econômica recessiva adotada por Temer e aprofundada agora por Bolsonaro, o país não cresce, a arrecadação é fraca e o país tem que se endividar acima do que prevê a regra de ouro.

A regra de ouro já foi utilizada no governo Temer mas, agora, o que é mais grave é que, pela primeira vez, os recursos da saúde que são encaminhados para cumprir o mínimo Constitucional estão condicionados ao mecanismo. São mais de R$ 30 bilhões de um orçamento que gira em torno de R$ 120 bilhões.

E a educação também está nesta situação, com mais de R$ 20 bilhões condicionados à regra de ouro, com risco de não serem executados. São recursos de complementação do Fundeb, da educação básica e de pagamento de funcionários das universidades e institutos federais.

Isso significa que o Congresso Nacional aprovando o orçamento de 2020, já no meio do ano, o governo terá que pedir uma autorização de endividamento para cumprir o estipulado. Do contrário, faltarão ainda mais recursos para procedimentos hospitalares, médicos, medicamentos, vacinas, funcionamento das universidades e institutos federais, pagamento dos profissionais de educação na União, estados e municípios, entre outros.

O governo Bolsonaro é irresponsável e coloca em xeque as áreas que mais preocupam o povo brasileiro.

Campinas é a terceira cidade fiscalizada por Padilha após destruição do programa Mais Médicos



 

Nesta quinta – feira (26) o deputado Alexandre Padilha esteve em Campinas na terceira etapa das visitas técnicas da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados sobre as denúncias da desassistência médica após a destruição do programa Mais Médicos. As visitas contaram com a presença do vereador da cidade, Pedro Tourinho (PT).

Campinas aderiu ao programa em 2013 e de suas 98 vagas, 42 delas foram ocupadas por médicos cubanos. Hoje, após a saída dos cubanos e da medida do Ministério da Saúde em excluir localidades vulneráveis de cidades próximas a centros urbanos, restaram apenas 77 médicos brasileiros atuando e 21 vagas desassistidas.

“Nossa missão é apurar as denúncias que recebemos dos conselhos de saúde e da sociedade para provar ao Congresso Nacional a realidade dos municípios que foram excluídos do programa pelo governo, como Campinas”, explicou o Deputado Padilha em reunião com a secretaria da Saúde em exercício, Andrea Von Zuen, representantes da gestão municipal e do governo do estado.

A administração municipal informou que, após a saída dos médicos cubanos com o fim da cooperação internacional, Campinas teve a interrupção do atendimento dos profissionais dessas vagas por um período, algumas já repostas por médicos brasileiros. Além disso, para suprir a falta de médicos, a cidade criou o “Mais Médicos Campineiro”, com vertentes do programa federal.

Padilha visitou dois Centros de Saúde, uma no bairro do Taquaral e outra na Vila San Martin.  As duas unidades ainda contam com profissionais do Mais Médicos.

O Centro de Saúde Cônego Milton Santana, em Taquaral,  abrange área de 50 mil pessoas e possui cinco equipes do programa Saúde da Família, com quatro delas completas. A vaga em aberto era ocupada por uma médica cubana e ainda não foi preenchida.

O vereador Pedro Tourinho inteirou a situação da região para o deputado. “Essa unidade está localizada em um bairro não periférico de Campinas. Os agentes comunitários de saúde relatam que muitas pessoas da região deixaram de ter planos de saúde e passaram a utilizar a unidade. Faltar o profissional médico em uma equipe é suficiente para que as demandas da unidade fiquem sobrecarregadas. Ainda mais após essa inserção de novos atendidos”.

No Centro de Saúde San Martin, todas as quatro vagas do Saúde da Família eram ocupadas por profissionais do Mais Médicos, a maioria cubanos. Hoje a unidade conta com três médicos brasileiros formados fora do país e outra profissional que é concursada pela prefeitura.

Ainda segundo a gestão, há cerca de 20 médicos cubanos que ainda residem na cidade e que poderiam auxiliar muito na assistência.

Padilha explicou que na Comissão Mista do Congresso Nacional, que analisou a Medida Provisória 890 do Médicos pelo Brasil (programa do governo Bolsonaro que substitui o Mais Médicos ), foi aprovada a inclusão dos médicos cubanos, que permaneceram no País após o fim do convênio entre Cuba e o Brasil.

“Tivemos importantes vitorias na analise da MP do governo. Além do restabelecimento do atendimento dos médicos cubanos, incluímos no programa  todos os municípios das regiões metropolitanas, que possuem áreas vulneráveis, para receberem médicos do Programa Médicos pelo Brasil. Também incluímos no texto a garantia de que os estados, e seus consórcios, terão o direito de atrair médicos, que faziam parte do Programa Mais Médicos, caso não sejam supridas as necessidades de atendimento do governo no novo programa. E ainda aprovamos a obrigatoriedade de realização do Revalida, teste de validação do diploma de médicos  formados no exterior, que não é realizado no país desde 2017”.

A quarta e última etapa da visitas no estado acontecerão na cidade de São Paulo no dia 3 de outubro. Serão fiscalizadas unidades básicas de saúde da zona leste, norte e sul.

Padilha faz diagnóstico do Hospital Municipal de Americana em visita



Neste sábado (29) o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) visitou o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi de Americana junto com a vereadora da cidade, Maria Giovana, para tomar conhecimento da situação do serviço e elaborar diagnósticos para melhorias no atendimento.

Construído em 1982, o serviço possui estrutura tradicionalmente montada para dar conta das principais necessidades de saúde de Americana e de outras cidades próximas. Porém, em decorrência do esvaziamento da atenção básica de saúde na cidade e a dificuldade do município acessar outros serviços da região, o hospital vive uma situação de sobrecarga.

A vereadora Maria Giovana abordou os problemas durante a visita. “Americana conta com três unidades de Saúde da Família, que atendem todo o município. A situação do hospital se dá pelo fato da maioria das pessoas acabarem procurando diretamente o serviço. A demanda por atendimento na cidade está aumentando e estamos perdendo médicos, inclusive do Mais Médicos”, explicou.

Padilha e vereadora Maria Giovana visitam Hospital Municipal de Americana

 

Padilha fez um panorama do que pode ser feito para a melhoria e qualidade no atendimento e concordou com a alternativa que a vereadora Maria Giovana propôs ao estabelecer uma parceria com o Governo do Estado para o serviço.

“A ideia dessa parceria é que o governo assuma parte do prédio, equipando e colocando para funcionar serviços de alta complexidade para complementar a atividade hospitalar, como por exemplo o serviço de hemodinâmica cardíaca, tão importante para a região”.

O deputado também sugeriu que o hospital ofereça um serviço de atendimento a traumas, também na parceria com o governo do estado.

“O Estado assumiria não só ações de diagnóstico mais também necessidades de reabilitação, recuperação física dos pacientes”, explica.

A visita foi essencial para o entendimento do deputado sobre a realidade do atendimento. “Ao mesmo tempo que saio chocado com a situação do hospital, saio empolgado com a disposição dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde de recuperar o hospital. Colocarei meu mandato de deputado federal à disposição da cidade para parcerias e melhorias no atendimento à saúde”, afirma.

Nota de apoio ao PT Campinas e a Pedro Tourinho



É preocupante o que está ocorrendo em Campinas. Problemas de transparência, indícios de corrupção envolvendo o poder público, os meios de comunicação, a saúde, a segurança alimentar.

Foi aberta uma Comissão Processante para apurar denúncia que aponta o desvio de R$ 7 milhões envolvendo o convênio entre a Organização Social Vitale e o Hospital Ouro Verde, investigado pelo Ministério Público (MP).

Temos orgulho da atuação do vereador Pedro Tourinho (PT Campinas) que teve a primeira iniciativa de apuração e fiscalização do convênio, desde de 2013.

A permanente denúncia e o acompanhamento do processo tem nosso incondicional apoio.
Juntos com o poder popular devemos fazer frente à todo desmando do poder público.

Santa Casa de Valinhos confirma casos de superbactérias



Do Jornal Terceira Visão – de Campinas, Valinhos e região.

 

Seis pacientes foram confirmados com KPC e VRE porém irmandade afirma controle total da situação

Foi apurado essa semana, terça feira 12 de junho, que no Hospital Santa Casa de Valinhos há casos de pacientes colonizados e  infectados com o que é conhecido popularmente de “superbactérias” que podem gerar quadros de infecção e se não tratados com devido cuidado e rigor, podem levar a quadros graves. Até o fechamento dessa matéria foi constatado pelo menos cinco pacientes com a bactéria KPC (KlebsiellaPneumoniaeCarbapenemase) e outro com VRE (Vancomycin-resistenceenterococcusou em português ““enterococo resistente a vancomicina”) internados em precaução de contato na UTI, essas bactérias são perigosas porque são extremamente resistentes a antibióticos e também a capacidade de tornar resistentes outras bactérias. A KPC e a VRE podem causar pneumonia, infecções sanguíneas, no trato urinário, em feridas cirúrgicas, enfermidades que podem evoluir para um quadro de infecção generalizada, muitas vezes, mortal. Importante dizer que podem existir outras superbactérias ou variações destas, mudando assim os sintomas de acordo com o quadro ou onde a infecção se desenvolver.

É de se destacar também que segundo o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Santa casa, uma vez que o paciente é detectado com alguma dessas “superbactérias” não se sabe por quanto tempo ela pode ficar

no seu organismo, ou seja, sempre que precisar ser internado em ambiente hospitalar novamente após contrair KPC ou VRE (ou outras do gênero), terá sempre que ficar em precaução de contato e receber os tratamentos padrões para conter a chance de disseminação no ambiente hospitalar. Idosos, crianças, pessoas com imunidade debilitada, doenças crônicas ou aqueles que necessitam ficar em longos períodos de internação hospitalar estão mais suscetíveis a contrair a bactéria

Essas bactérias multirresistentes podem ser encontradas em fezes, na água, no solo, em vegetais, cereais e frutas. A transmissão ocorre em ambiente hospitalar, através do contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas básicas de desinfecção e higiene. Procuramos a Diretora de Vigilância Epidemiológica, Claudia Maria dos Santos, que confirmou também os casos de infectados, “Estes casos estão sob controle dentro do padrão estabelecido. Estão sendo tomadas as medidas de controle conforme RDC 36 de 2013 referentes à segurança dos pacientes”, afirmou a Diretora.

Conversamos também com o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, médico infectologista e professor na Univerdade de Campinas, que relatou uma opinião diferente, ele diz que é muito grave a ocorrência de seis casos de bactérias multirresistentes (KPC e VRE) na Santa Casa de Valinhos, e é verdade que em outros hospitais há casos como esse que podem gerar infecções hospitalares e agravar o caso que de pacientes internados levando infelizmente ao óbito, Padilha vai além, “Isso mostra de certa forma um surto dentro deste hospital, em geral isso acontece quando um conjunto de medidas de controle de infecção hospitalar não está funcionando, podendo ser o controle com antibióticos, falha na higienização das mãos ou utensílios etc. É super comum esse problema ser associadoà superlotação de hospitais ou até de corte de recursos, não cumprindo as regras mínimas de controlede infecção hospitalares, precisa-se de uma apuração imediata do controle de infecção hospitalarjunto com a vigilância e é muito importante a Secretaria de Saúde discutir isso com a Santa Casa de Valinhos que tem um papel muito importante não só pra Valinhos,mas para toda região”, conclui o médico.

O ex-ministro ainda completa dizendo que discursos como estes que essa situação acontece em outros hospitais não deve ser considerado e não deve ser tratado com naturalidade, pois embora aconteça de fato em outros hospitais, é algo que não deveria ocorrer com essa intensidade ou gravidade, e pra isso existem as políticas e medidas de tratamento de controle de infecções.

Junto das medidas que de controle já padronizadas, a Dra. Paula Gomes Telles, médica infectologista da Santa Casa, diz que foi pensado um quarto de rodízio junto da direção do hospital, para que pudessem higienizar os quartos adequadamente, deslocando os pacientes para o quarto de rodizio para que a limpeza do ambiente possa ser realizada dentro dos prazos previstos. E destaca que o hospital segue monitorizando continuamente os casos e que atualmente a situação encontra-se sob controle, mas que se caso houver necessidade, um plano de contingência terá que ser articulado  junto Vigilância Sanitária e Epidemiológica e Secretaria de saúde.

Além disso, afirma que o número absoluto de pacientes internados colonizados ou infectados por tais bactérias não reflete necessariamente casos de pacientes que adquiriram a bactéria durante a internação, uma vez que existem casos vindos de outras instituições ou mesmo detectados anteriormente, mas que ao reinternarem, necessitam manter as medidas de precaução, por isso é necessário que os casos sejam monitorizados continuamente ao longo do tempo, pois só assim é possível detectar aumentos significativos no número de casos novos.

 

 

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