Padilha pede que Paulo Guedes explique motivos do fechamento de agências do INSS



 

O deputado Alexandre Padilha (PT) protocolou ao Ministro da Economia Paulo Guedes informações sobre os fechamentos de agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida anunciada prevê 50% de corte na estrutura administrativa e fechamento de 500 agências em 2020.

Com protestos agendados para esta semana, servidores do INSS vão parar suas atividades para reivindicar as ações do governo Bolsonaro no órgão e os serviços oferecidos para atendimento à população. Cerca de oito milhões de pessoas aguardam a concessão de aposentadorias, salários-maternidade e Benefícios de Prestação Continuada, segundo trabalhadores e trabalhadoras do INSS.

Essa fila de espera se deve ao aumento de aposentadoria de funcionários do INSS. Para solucionar o problema, o governo Bolsonaro decretou a possibilidade de contratação de sete mil militares para serem realocados as funções. Os funcionários do INSS são desfavoráveis a medida por avaliarem que os militares não estão aptos ao atendimento.

“Pedimos informações ao Ministro Paulo Guedes para saber qual estudo foi feito para a tomada de decisão do fechamento das agências, quais os critérios usados para a escolha das unidades fechadas, qual o impacto dessa decisão na economia dos municípios e no atendimento aos usuários”, esclarece Padilha.

Leia o requerimento na íntegra clicando aqui

MANIFESTO DA PRÉ-CANDIDATURA DE ALEXANDRE PADILHA “SÓ MUDA SÃO PAULO QUEM TEM LADO, OUSADIA E CORAGEM!”



Por Alexandre Padilha

”Olha lá, aquela estrela que tentaram apagar. Não se apaga, não se rende, é o brilho dos olhos da gente!” (Jingle Lula-Haddad 2018)

Que cidade é essa que elegeu uma nordestina, assistente social e de esquerda quando sequer tínhamos o direito de votar em Presidente da República?

Que cidade é essa que escolheu, há vinte anos, uma sexóloga do Partido dos Trabalhadores para ser sua segunda prefeita da história?

Que cidade é essa que elegeu um professor para mudar o nosso jeito de pensar e vivê-la e, enfim, transformá-la “da porta para fora” de nossas casas?

Essa cidade é São Paulo. E São Paulo é uma cidade em disputa! Com um povo que vive e se orgulha de todas as suas conquistas. E que também enfrenta e sobrevive a todos os seus retrocessos.

É preciso voltar a conquistá-la! Seguindo o caminho que já trilhamos outras vezes, mas também através de uma nova trajetória que ainda estamos por construir. É hora de “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima! ”, como nos ensinaram os poetas da cidade!

São Paulo mudou muito desde que a governamos pela primeira vez.

É verdade, no entanto, que a cidade piorou desde que saímos da gestão há quatro anos. Aumentou a distância entre os muito ricos e maioria da população, entre a periferia e os bairros nobres, entre quem tem acesso a tudo e a quem quase nada tem. Para mudar essa São Paulo tem que tomar lado e ter firmeza no que se defende. Quem não disser a que vem, não conquistará os corações e sonhos dos paulistanos!

E nós somos aqueles que só tem a ganhar com a transformação de nossa realidade! Somos as famílias das crianças escandalizadas com a ração humana de Doria nas escolas, somos os jovens que não tem Wi-fi nas praças e nos espaços públicos, somos os amigos dos ciclistas acidentados na volta do trabalho, somos as milhares de mulheres violentadas em casa, na rua, no local de trabalho e que não encontram políticas públicas que enfrentem essas violências, somos os idosos que tiveram os cinemas nos CEUs cancelados por falta de manutenção, somos a juventude negra que é diuturnamente atacada onde quer que esteja, somos as famílias que temeram ver a escola de seus filhos vendida por Bruno Covas, somos os trabalhadores que passaram a ver a distância para trabalho aumentar pela falta de políticas corretas de mobilidade urbana, somos os empresários achacados pelo governo municipal, somos a diversidade de São Paulo que se sente insegura nos espaços públicos, somos a saúde pública que padece nas filas e no desmonte do SUS, somos a cidade que é deixada à margem dos privilégios! Não queremos nada para nós, queremos tudo para todos, aquilo que é nosso por direito!

E nós do PT temos esse propósito de existir, a vontade de transformar e a missão que nem os mais violentos opositores conseguiram derrotar!

Nossa região metropolitana tem quase dois milhões de desempregados, existem mais de 22 anos de diferença na expectativa de vida a depender da região da cidade em que você nasce e vive e aumentou a taxa de mortalidade infantil.

As políticas de Bolsonaro, Doria e Bruno Covas aprofundam essas desigualdades que hoje dividem a nossa cidade. Cresce o número de trabalhadores de aplicativos sem suporte das políticas governamentais ou com direitos trabalhistas assegurados ao passo que nossa juventude não faz parte dos planos dos que estão no poder. Quem governará em favor dessas pessoas?

Por isso, é preciso um programa a serviço das maiorias sociais e das periferias da cidade! Um governo que puxe a retomada do desenvolvimento com efetivação de direitos e distribuição de renda, garantindo a diversidade e liberdade própria de nosso povo. Devemos apresentar um modelo de governança que esteja ancorado no séc. XXI e nas novas tecnologias, mas que sirva principalmente para aproximar as pessoas e estimular a participação social.

É preciso resgatar as pessoas desesperançosas e desacreditas e refazer os laços de confiança entre nós do PT, a sociedade e os movimentos sociais. É necessária uma candidatura que empolgue e aglutine a militância de esquerda, pois sem ela não é possível vencer, mas que também saiba dialogar com outros setores que, alinhados a um programa democrático e de enfrentamento ao obscurantismo e à retirada de direitos, possa construir alternativas e contribuições em um projeto vitorioso.

Eu, que fui o Ministro da Coordenação Política do Presidente Lula (o mais jovem a ser nomeado na época) e estive ao seu lado trabalhando para tirar do papel aqueles sonhos que havíamos construído por décadas, sei da força de nosso projeto e da condição que temos de superar as expectativas quando estamos unidos e organizados.

Foi isso o que fizemos ao criar o Mais Médicos durante o governo da presidenta Dilma e quando Secretário de Saúde do prefeito Haddad na sua gestão na cidade de São Paulo, em que enfrentamos todos os tipos de oposição justamente por servir aos interesses e necessidades do povo!

Hoje, como deputado federal, continuo resistindo e lutando contra a combinação do “obscurantismo ostentação” e agenda neoliberal de governo para os muitos ricos de BolsoDoria, que tem como legado a destruição de vidas e do nosso meio ambiente de forma irreversível.

Fui convencido por companheiros e companheiras que o que posso fazer de melhor para enfrentar esta coalizão de Doria, Bolsonaro e Bruno Covas é colocar meu nome à disposição do PT e da esquerda para ser candidato a Prefeito na cidade de São Paulo, na eleição que polariza a maior região metropolitana de nosso país. Para mudar São Paulo tem que ter lado, da maioria do nosso povo. Não pode ficar parado, passivo, em cima do muro diante dos desafios.

Sei que o PT tem à sua disposição outros ótimos nomes para nos representar na eleição e também estou convencido de que seremos capazes de encontrar a melhor unidade de ação com base na maior diversidade de ideias que nos forjam.

Vamos construir uma campanha que envolva e defenda os movimentos sociais, que nos faça sentir orgulho de nosso partido e traga as nossas bandeiras de volta para a fronte da batalha política da cidade!

Isso não é tarefa de um só nome e muito menos de frações internas nossas. Isso é o horizonte que se abre para uma retomada do projeto democrático e popular na cidade de São Paulo, para a reconexão de nosso partido com as bases e as periferias paulistanas, para o povo voltar a ser feliz!

Unidos, convictos de que é possível vencer e conscientes do significado que este momento tem para o Brasil, chegaremos a novembro confirmando aquilo Lula sempre diz: “Que ninguém nunca mais duvide da capacidade de luta da classe trabalhadora! ”.

Padilha participa de debate “O município de SP e a disputa eleitoral em 2020” do coletivo Cidadania Ativa



Nesta segunda – feira (10) o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Alexandre Padilha, participou da discussão “O município de SP e a disputa eleitoral em 2020” do coletivo Cidadania Ativa.

Idealizado para propiciar e incentivar estudos e formação política com a ótica de esquerda, o coletivo é partidário, vinculado ao PT, formado por lideranças de movimentos sociais e entidades.

A discussão abordou os temas segmentados e regionais que serão discutidos nos debates que iniciarão na próxima sexta-feira (14) com todos os pré-candidatos do PT antes do processo de prévias do partido.

Em sua fala, Padilha reforçou a necessidade de união para a reconstrução do modo petista de governar e importância da eleição na capital. Para Padilha, a eleição municipal da cidade de São Paulo terá peso nacional.

“Se tem uma cidade que o PT tem a possibilidade de liderar no campo da esquerda, é São Paulo. Nós temos história, governamos por três gestões com Erundina, Marta e Haddad, não há uma política pública ou social que tenha sido aplicada na cidade que não tenha o dedo do PT. Precisamos de unidade para enfrentarmos o casamento Bolsonaro/Doria/Bruno Covas para acabar com as  desigualdades que aprofundaram São Paulo”.

O coletivo realizará debates com todos os  pré-candidatos.

Calendário atualizado de debates com pré-candidatos (as) à prefeitura para as eleições 2020.

*EDUCAÇÃO E CULTURA (TEMÁTICO)*

14/02/2020 – sexta-feira

Horário: 19h

Auditório do Diretório Municipal do PT-SP

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226 – Bela Vista

*LESTE III (REGIÃO)*

Itaim, São Miguel

15/02/2020 – sábado

Horário: 9h30

Rua José Cardoso Pimentel, n° 349 – Itaim Paulista

Próximo à Paróquia São João Batista

*LESTE IV (REGIÃO)*

Ermelino Matarazzo, Penha, Vila Matilde, Itaquera

15/02/2020 – sábado

Horário: 15h

Rua Flores do Piauí, 170 – Itaquera – CIFA

*SUL I (REGIÃO)*

Campo Limpo, M’ Boi Mirim

16/02/2020 – domingo

Horário: 9h30

Local a definir

*NOROESTE II*

Casa Verde, Brasilândia

16/02/2020 – domingo

Horário: 15h

Local: Av. Deputado Cantídio Sampaio,144 – Brasilândia

Próx. ao Term. Cachoeirinha

*CENTRO*

Mooca, Centro

27/02/2020 – quinta-feira

Horário: 19h

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226

Auditório do Diretório Municipal do PT-SP

*SAÚDE e LGBTQI+ (TEMÁTICO)*

28/02/2020 – sexta-feira

Horário: 19h

Auditório do Diretório Municipal do PT-SP

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226 – Bela Vista

*OESTE (REGIÃO)*

Butantã, Perdizes, Pinheiros, Lapa

01/03/2020 – domingo

Horário: 9h30

Salão da Igreja Nossa Senhora da Lapa

Rua Nossa Senhora da Lapa, 298 – Lapa

*NORTE I (REGIÃO)*

Jaçanã, Vila Maria, Santana, Tucuruvi

01/03/2020 – domingo

Horário: 14h30

Local a definir

*MULHERES E IGUALDADE RACIAL (TEMÁTICO)*

05/03/2020 – quinta-feira

Horário: 19h

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226

Sede do Diretório Municipal do PT-SP

*HABITAÇÃO, REFORMA URBANA, MOBILIDADE e MEIO AMBIENTE (TEMÁTICO)*

06/03/2020 – sexta-feira

Horário: 19h

Sindicato dos Químicos

Rua Tamandaré, 348 – Liberdade

*NOROESTE I (REGIÃO)*

Pirituba, Perus

07/03/2020 – sábado

Horário: 9h30

Av. Dep. Cantídio Sampaio, 6481

Parada de Taipas (Creche Azul)

*SUL II e SUL III (REGIÃO)*

Capela do Socorro, Parelheiros, Cidade Ademar, Jabaquara, Santo Amaro

07/03/2020 – sábado

Horário: 15h

Local a definir

*MOVIMENTO SINDICAL (TEMÁTICO)*

12/03/2020 – quinta-feira

Horário: 19h

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226

Auditório do Diretório Municipal do PT-SP

*JUVENTUDE E DIREITOS HUMANOS (TEMÁTICO)*

13/03/2020 – sexta-feira

Horário: 19h

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226

Auditório do Diretório Municipal do PT-SP

*LESTE I (REGIÃO)*

Sapopemba, Vila Prudente, Vila Formosa, Tatuapé, São Mateus

14/03/2020 – sábado

Horário: 9h30

Local a definir

*SUDESTE IV (REGIÃO)*

Saúde, Vila Mariana, Ipiranga

14/03/2020 – sábado

Horário: 15h

Local a definir

*LESTE II (REGIÃO)*

Cidade Tiradentes, Guaianases

15/03/2020 – domingo

Horário: 9h30

Paróquia Santo Cristo Rua dos Têxteis, 653

Tratar as pessoas com HIV não é despesa, é cuidado



Imagem/reprodução

Por Alexandre Padilha para Revista Fórum 

Nesta semana as pessoas vivendo com HIV no país, profissionais, pesquisadores e entidades que trabalham há mais de 30 anos para combater o estigma e o preconceito da doença foram, mais uma vez, desrespeitados pelo presidente Jair Bolsonaro que declarou “Uma pessoa com HIV é uma despesa para todos aqui no Brasil”.

Diversas entidades, movimentos e a Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), do HIV/AIDS e Hepatites Virais no Congresso Nacional, presidida por mim, divulgaram nota de repúdio a declaração desrespeitosa do presidente.
Onde, mais uma vez escolheu mentir e aumentar o estigma as políticas públicas aplicadas nos últimos anos em nosso país, que foram e são cultivadas em consonância com órgãos multilaterais e reconhecidas mundialmente.

Bolsonaro não está preocupado com pesquisa divulgada recentemente pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) – braço da Organização Mundial da Saúde (ONU) -, que trouxe dados de como o estigma e a discriminação impactam nas pessoas vivendo com HIV e AIDS no Brasil.

A pesquisa mostrou que 64% dos entrevistados já́ sofreram estigma ou discriminação pelo fato de viverem com HIV ou com AIDS, 46% sofreram comentários discriminatórios ou especulativos, sendo 41% feitos por membros da própria família.

Ao menosprezar essas informações, esse índice pode ser ainda maior após uma declaração do chefe de estado brasileiro.

Bolsonaro desrespeita a população brasileira e a ciência no país, que é eficiente e precisa.

Ao invés disso, prefere implantar ações que não são comprovadas cientificamente por não demostrarem resultados efetivos.
Vamos indo, mais uma vez, na contramão do mundial.

No governo do presidente Lula um decreto presidencial foi a primeira experiência de licenciamento compulsório de um medicamento para o tratamento do HIV, ampliando acesso para milhares de pessoas.

Quando Ministro da Saúde do governo da presidenta Dilma Rousseff, implantamos a testagem rápida de diagnóstico de HIV em todo o país, incorporamos novos medicamentos disponíveis de forma gratuita e passamos, em 2013, a ser o primeiro sistema nacional público do mundo a iniciar o tratamento precocemente, logo após a testagem, assumindo, mais uma vez, a vanguarda do enfrentamento do HIV/Aids no mundo. Garantir o tratamento, além de aliviar o sofrimento das pessoas, reduz a transmissão. Tratar é prevenir e cuidar ao mesmo tempo.

A declaração do chefe do Poder Executivo é de tamanha ignorância e estigmatização que ofende a dignidade humana e não pode ser tolerada.

Aprofunda, ainda mais, a tragédia do nosso tempo, onde o ódio e a intolerância são aclamados no nosso país.

Ouça Bolsonaro: despesa é com o recorde de gastos em cartão corporativo, favorecimento de funcionário que utilizou avião da FAB e permaneceu 18 horas em ilha italiana ou investir mais em empresa militar do que em saúde e educação.

O tratamento das pessoas que vivem com HIV/Aids não é despesa, é cuidado. Como diz o presidente Lula “É proibido usar o termo gasto ou despesa quando se fala de saúde, educação e política social”.

Padilha apresenta representação no TCU contra Wajngarten



 

O deputado Alexandre Padilha apresentou ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedido de análise de postagens feitas em rede social pelo perfil oficial da Secretaria Especial de Comunicação (Secom) do governo Bolsonaro para desferir ataques a cineasta Pedra Costa, diretora do documentário indicado ao Oscar, “Democracia e Vertigem”.

A representação também pede auditoria dos contratos firmados pela empresa  de Fábio Wajngarten por suspeita de favorecimento e enriquecimento ilícito.

 

Leia a representação na íntegra:

Representação TCU – Petra Costa

Nota de repúdio da Frente Parlamentar de Prevenção ao HIV/Aids sobre declaração preconceituosa de Bolsonaro



NOTA DE REPÚDIO

A Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), do HIV/AIDS e Hepatites Virais no Congresso Nacional repudia com veemência a declaração desrespeitosa do presidente Jair Bolsonaro contra as pessoas vivendo com HIV/Aids no país, onde afirmou: “Uma pessoa com HIV é uma despesa para todos aqui no Brasil”.

O presidente Bolsonaro mais uma vez escolhe mentir e, ainda, revela preconceito tentando estigmar as políticas públicas aplicadas nos últimos anos, preconizadas por órgãos multilaterais e reconhecidas mundialmente no combate ao HIV.

Bolsonaro demonstra, também, profundo desrespeito contra a população brasileira e com a história da ciência no país, desenvolvida de forma eficiente e precisa por milhares de pesquisadores e servidores públicos da área. Mas, Bolsonaro prefere implantar e incentivar ações não comprovadas cientificamente, que já demostraram não estabelecer resultados efetivos, indo, mais uma vez, na contramão do mundo.

O preconceito, a mentira, o estímulo à ignorância, a segregação e estigmatização por parte do chefe do Poder Executivo não pode ser tolerada, pois ofende a dignidade da pessoa humana, avilta milhares de cidadãos e cidadãs brasileiros e aprofunda, ainda mais, a tragédia do nosso tempo.

O estigma pode levar a morte, e estudos realizados pela UNAIDS Brasil demonstra que mais de 64% das pessoas entrevistadas e que vivem com HIV já sofreram alguma discriminação. Por isso a agência da ONU criou a campanha “ZERO DISCRIMINAÇÃO”.  E é preocupante que ela seja realizada pelo próprio chefe do poder executivo.

 

Deputado Alexandre Padilha (PT-SP)

Presidente

Alexandre Frota (PSDB – SP)

Deputado Camilo Capiberibe (PSB – AP)

Deputado Chico D Ângelo (PDT –RJ)

Deputada Erika Kokay (PT – DF)

Deputada Fernanda Melchiona (Psol – RS)

Coordenadores

 

Alexandre Padilha: “Vamos reencantar muita gente com o projeto de esquerda em São Paulo”



Da Revista Fórum

Com a aproximação das eleições municipais de 2020, Fórum iniciou nesta segunda-feira (2) uma série de entrevistas os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo pelo PT. Ao todo, o partido tem 7 nomes que disputarão as prévias internas que definirão o candidato. O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), que já foi ministro da Saúde e secretário de Saúde na capital paulista, foi o primeiro entrevistado. Participaram da conversa os jornalistas Renato Rovai, Adriana Delorenzo, Conceição Oliveira e Ivan Longo.

“Eu tô muito animado. Acima de tudo essa eleição municipal é muito decisiva”, disse Padilha, destacando que seria o primeiro teste eleitoral após a perturbada eleição de Bolsonaro. “Eu acho que nós vamos reencantar  muita gente com o projeto de esquerda em São Paulo”, afirmou.

Na entrevista, o petista falou sobre os motivos que o levaram a querer ser candidato e fez uma avaliação do contexto político dos últimos anos. “A gente tem que reconhecer que, sobretudo de 2013 pra cá, houve uma verdadeira organização de uma infantaria da extrema direita”, disse, pontuando que é preciso desenvolver trabalhos de militância de base, principalmente nas periferias, hoje tomadas pelas igrejas neopentecostais. “Esse é um desafio importante, e outro é esse tema da violência, da segurança”.

Sobre a questão do aumento exponencial do número de pessoas em situação de rua na capital paulista, Padilha disse que se trata de “uma fotografia clara do aprofundamento da desigualdade, por conta desse casamento Bruno, Doria e Bolsonaro”. Ele contou que, caso seja confirmado como o candidato do PT e se torne prefeito, pretende retomar programas sociais encampados na gestão de Fernando Haddad e extintos no governo de João Doria e Bruno Covas, como o De Braços Abertos, voltado aos dependentes químicos da chamada Cracolândia, e o Transcidadania, voltado à população trans em condições de vulnerabilidade.

Padilha também comentou sobre as ideias que já vem gestando com relação ao transporte público caso venha a ser o novo mandatário da capital paulista. De acordo com ele, há planos para instituir diferentes tipos de gratuidade. “O PT tem que ser ousado”, declarou.

Segundo o deputado federal, o carro chefe de sua campanha, em caso de vitória nas prévias do PT, será o combate à desigualdade social.

Assista à íntegra da entrevista

 

Coronavírus: Bolsonaro abandona brasileiros como os leprosos nos tempos bíblicos



Por Alexandre Padilha para o Brasil de Fato 

A atitude do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de negar apoio para deslocamento de famílias de brasileiros que estão na região de Wuhan, na China e nas Filipinas, é criminosa e que remonta a forma como foi tratada a lepra nos tempos da bíblia.

Aliás, a igreja católica e todas as igrejas cristãs já pediram desculpas, historicamente, pelo processo de exclusão criminoso que sofreram as pessoas vítimas da lepra. Bolsonaro, em sua frase, negando apoio ao deslocamento de famílias brasileiras que estão na Filipinas, repete exatamente a mesma diretriz.

A fala de Bolsonaro – “é melhor que fiquem lá, pra não transmitir a doença aqui”–, além de ser uma atitude criminosa, de exclusão e de estigma, é também uma atitude sem base científica.

Não à toa, os Estados Unidos, o Japão e países da Europa fizeram apoio ao deslocamento dos seus cidadãos que estavam na região de Wuhan, exatamente porque, ao dar este apoio, o governo facilita o controle e as barreiras sobre deslocamento deses pacientes e dessas pessoas.

É possível investigar melhor, avaliar melhor e, com isso, bloquear a transmissão para os Estados Unidos, para o Japão, para os países europeus.

O que Bolsonaro está fazendo, deixar as famílias ao seu sofrimento e fazendo com que elas busquem formas de deslocamento, é exatamente dificultar a ação de controle de barreira na possível chegada deles ao Brasil e a outros países.

Já subiu o nível de risco de termos o coronavírus aqui no Brasil, atingimos o nível dois, que é chamado “perigo iminente”, e é fundamental que as ações de alerta aos profissionais de saúde aumentem, mas é fundamental também que os discursos de estigma, de intolerância e de obscurantismo de Bolsonaro diminuam.

Bolsonaro aqui despreza o SUS, a ONU e a OMS, está vendo essas organizações serem as principais tábuas de salvação para que o Brasil não tenha uma tragédia similar à da China.

Padilha: Desprezados por Bolsonaro, ONU/OMS e SUS podem salvar Brasil do coronavírus



 

Da Redação da Agência PT de Notícias com  Rede Brasil Atual

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, nesta quinta-feira (30), que o novo Coronavírus é emergência de saúde pública de interesse internacional.

“Devemos lembrar que são pessoas, não números. Mais importante do que a declaração de uma emergência de saúde pública são as recomendações do comitê para impedir a propagação do vírus”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Apesar disso, o ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT) não considera que seja um momento para pânico e avalia que, apesar do desmonte praticado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Brasil está preparado para a eventual chegada do Coronavírus.

“Bolsonaro despreza diariamente o Sistema Único de Saúde e os organismos multilaterais como a OMS. Mas é exatamente a capacidade de fusão e articulação entre a agência da ONU e o que construímos ao longo de uma década no SUS que podem evitar uma tragédia do coronavírus no Brasil similar ao que aconteceu na China”, explica.

O parlamentar reitera que “com os casos anteriores, o Brasil se preparou, tanto do ponto de vista da vigilância, quanto do ponto de serviços para cuidar das pessoas com problemas respiratórios. Apesar de todo o ataque e desmonte praticado pelo governo Bolsonaro, tem uma resiliência de capacidade técnica, de atendimento. O Brasil tem um corpo técnico e estruturas hospitalares para lidar com essa situação”.

Os casos anteriores a que Padilha se refere são a epidemia de Sars – gripe aviária –, em 2002, que também se disseminou a partir da China, teve pouco mais de 8 mil casos confirmados e causou 774 mortes ao redor do mundo. E a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês), que surgiu a partir da Arábia Saudita, causou 858 mortes, em 2012. Esta é o terceiro surto de Coronavírus em 18 anos, o que chama atenção para a capacidade de mutação do vírus, na opinião dele.

O ex-ministro, por fim,  espera que  “todos os profissionais de saúde do Brasil, da rede pública ou da rede privada, têm de estar preparados para cumprirem com seus papéis. Se receber qualquer pessoa que tenha circulado nos últimos 14 dias em área de transmissão, tem de fazer a suspeita imediata, os mecanismos de bloqueio e encaminhar as amostras laboratoriais para o SUS para que, com as informações que tivermos, possamos conter a transmissão do vírus” .

Até então, são 7.818 casos confirmados pelo mundo, sendo 7.736 na China. São 170 mortes devido à infecção.

 

Bolsonaro ignora ciência ao promover campanha pela abstinência sexual



Por Alexandre Padilha, para o Brasil de Fato

 

A gincana obscurantista do governo de Jair Bolsonaro avançou duas casas na última semana, colocando em risco a pesquisa no país e também a vida e os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e jovens no Brasil.

A primeira casa avançada foi a indicação de Benedito Guimarães Aguiar Neto para presidir a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que é a principal agência de fomento à pesquisa no país. Ele já defendeu teses criacionistas em detrimento da tese da evolução das espécies.

A outra casa avançada é a campanha pela abstinência sexual como forma de educação sexual de adolescentes e jovens, liderada por Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

O Ministério da Saúde repassou milhões de reais em recursos para essa estratégia. Há, no entanto, uma série de evidências científicas em revistas internacionais mostrando a ineficácia de programas nacionais e locais que se pautam pela promoção da abstinência sexual para adolescentes e jovens. Todas as revisões, que somam mais de 400 artigos, mostram que esses programas tem baixa eficácia em reduzir a gravidez na adolescência e reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis, entre elas o HIV/Aids no público adolescente e no público jovem.

É gravíssimo que uma gincana do obscurantismo coloque em risco a vida das pessoas e que isso seja feito se utilizando de recursos públicos, ainda mais do Ministério da Saúde.

Já entramos com representações em órgãos de controle para que seja reavaliado o uso de recursos públicos em uma estratégia de promoção da abstinência. Inúmeras revistas internacionais mostram a falência desses programas, sejam iniciativas nacionais ou locais nos Estados Unidos; na Europa; e em países da América Latina e do continente africano.

Bolsonaro coloca em risco a vida de adolescentes e jovens e a pesquisa no país.

Edição: Camila Maciel