Padre Julio Lancellotti vence prêmio Zilda Arns de Direitos Humanos 2021; indicação foi feita por Padilha



Crédito: Imagem/Divulgação

O padre Julio Lancellotti foi um dos escolhidos para receber o prêmio Zilda Arns, de Direitos Humanos 2021, da Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito pelo deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), que indicou o nome de Lancellotti e ainda conseguiu colher cerca de cinco mil assinaturas.

O próprio Padre Julio confirmou a informação em suas redes sociais: “fui informado agora pelo Deputado Alexandre Padilha que receberei, como um dos escolhidos, o Prêmio Zilda Arns da Câmara dos Deputados”.

Padilha afirmou em mensagem enviada à Fórum: “Minha indicação de Padre Julio Lancelotti para receber o prêmio Zilda Arns, da Câmara dos Deputados, foi vitoriosa. O padre Julio ganhou o merecido prêmio pelo seu trabalho em defesa do direito da população idosa e pelo gigantesco trabalho humanitário que alcança centenas de pessoas que vivem na pobreza”.

“Gostaria de agradecer todos que se incorporaram a essa luta, compartilhando os materiais e a petição que teve mais de 5000 assinaturas. Ao entregar este prêmio ao Padre Julio farei a entrega da lista daquelas e daqueles que fizeram esta vitória possível!”, disse ainda Padilha.

Galeria de prêmios
O prêmio vem se somar a diversos outros recebidos por Julio Lancellotti por suas ações em defesa dos Direitos Humanos e, sobretudo, junto à Pastoral do Povo de Rua de São Paulo.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil deu-lhe o Prêmio Franz de Castro Holzwarth em 2000 por seu trabalho contra a violação sistemática dos direitos das crianças e dos adolescentes.

Em 2003, a Casa Vida recebeu o Prêmio OPAS, da Organização Pan-Americana da Saúde.

Em 2004, o Movimento Nacional de Direitos Humanos concedeu-lhe o Prêmio Nacional de Direitos Humanos.

Também em 2004, a Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo ganhou o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, na categoria livre.

Em 2005, Pe. Júlio recebeu menção honrosa do Prêmio Alceu Amoroso Lima Direitos Humanos.

Em 2007, o Pe. Júlio recebeu o Prêmio dos Direitos Humanos promovido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, na categoria “Enfrentamento à Pobreza”.

Em 2020, o Padre Júlio recebeu, pelo voto popular, o Prêmio Poc Awards na categoria “Influencer do Ano”. Promovido pelo Gay Blog Br, a indicação de Lancellotti se motivou por se posicionar frequentemente contra à homofobia.

Pe. Júlio é ainda Doutor Honoris Causa pela Universidade São Judas Tadeu (2004) e pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 

*Com informações da Revista Fórum

A covid-19 e suas variantes: a pandemia não acabou



Crédito: Fusion Medical Animation/Unsplash

*Por Alexandre Padilha para o Brasil de Fato

A “variante delta” começa a dar um susto com muita intensidade em países da Europa, assim como nos Estados Unidos e agora em Israel. Como esses países que tinham já uma alta proporção de vacinados, só reforça aquilo que temos dito a todos: quem quiser estabelecer data para o fim da pandemia terá grandes chances de errar.

O Sars-CoV-2 e mais do que ele, o conjunto dos vírus do coronavírus, já mostraram pra todos nós uma alta capacidade de mutações e, para além disso, essas mutações podem assumir características diferentes da sua variante original.

Relembrando, os vírus coronavírus causaram, em um intervalo bem curto de tempo – em menos de 20 anos – três grandes emergências internacionais de saúde pública, em especial sendo essa última da covid-19, que provocou a maior pandemia deste século e a maior pandemia que nós já tivemos desde a chamada “gripe espanhola”.

Desde quando começou, em março de 2020, nós já vimos surgir inúmeras mutações variantes do Sars-CoV-2, com características de transmissão e de progressão.

Dentre elas está a variante P1, que surgiu aqui no Brasil, a partir da cidade de Manaus, durante esse teste vivo feito pela postura genocida de Bolsonaro com a capital do Amazonas e que é uma das grandes responsáveis, junto com a irresponsabilidade do governo federal, pelo fato de no ano de 2021, em cerca de 6 meses, terem morrido mais pessoas pela covid-19 do que em todo o ano de 2020.

Queria lembrar que até 7 de janeiro de 2021, no começo deste ano, nós tínhamos 200 mil mortos. De 7 de janeiro de 2021 até agora nós chegamos a quase 600 mil mortes. Ou seja, morreram mais pessoas este ano por covid-19, nestes primeiros seis meses, do que em todo o ano passado.

A mutação delta já mostrou ter uma capacidade de transmissão muito maior do que as variantes anteriores. Ou seja, replica mais, transmite mais, se propaga mais. E já mostrou também uma alta letalidade sobretudo nos grupos não vacinados.

Aí onde o movimento anti-vacina fez com que tivesse uma proporção elevada de pessoas vacinadas, ou países como Brasil que tem uma baixa cobertura vacinal estão particularmente ameaçados pela variante delta.

Uma outra preocupação é que já têm estudos que mostram que o grau de eficácia de algumas vacinas se reduz quando está confrontado com a variante delta, embora as vacinas ainda tenham um papel muito importante.

Além do surgimento da variante delta, nós vamos completando um ano de pessoas vacinadas no mundo, sobretudo os estudos iniciais de vacinas.

Ou seja, nos próximos meses de setembro, outubro, novembro, nós teremos evidências científicas robustas no acompanhamento de cerca de 1 ano de pessoas vacinadas para sabermos quanto tempo dura essa imunidade produzida pela vacina. Quanto tempo dura a defesa feita pela vacina. Isso será decisivo para as ações dos governos e das próprias recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), sobre uma possível terceira dose de reforço.

Ou seja, a pandemia não acabou. O cenário está muito incerto e muita gente pode morrer ainda caso exista uma postura irresponsável de acreditar que está tudo resolvido.

Precisamos falar da saúde mental dos atletas e de todos nós



Por Alexandre Padilha e publicado pela Rede Brasil Atual

Os impactos da vida contemporânea sobre a saúde mental de todos nós foram agravados pela pandemia. Ela provocou medo, sofrimento pela morte de parentes e amigos, angústia entre os trabalhadores de saúde e dos serviços essenciais, a interrupção dos atendimentos com psicólogos e psiquiatras, a perda de renda e a preocupação do desemprego.

Os aspectos da saúde mental dos atletas nas Olimpíadas de Tóquio trazem à tona o debate psicológico, que vai além da dificuldade emocional causada pela pandemia, que os intensificou. Atletas de diversos países assumiram publicamente que enfrentam algum tipo de sofrimento mental e desistiram de competições.

O caso mais simbólico é o da ginasta americana Simone Biles, melhor do mundo e ganhadora de quatro medalhas de ouro em Olimpíadas. Após o anúncio de sua saída da disputa por equipes, e depois da final individual geral, Simone afirmou sentir “carregar o peso do mundo em seus ombros” e que preferia optar por sua saúde emocional. A ginasta norte-americana também afirmou que os atletas são pessoas e que às vezes é preciso dar um passo atrás.

A exposição das vulnerabilidades emocionais dos atletas olímpicos mostra que cuidados com saúde mental são fundamentais e que todos podem passar por crises. É uma condição normal do ser humano. E elas podem ser acarretadas por diversos fatores, em atletas de alto rendimento, pela pressão e grandes expectativas.

Claro que a pandemia da covid-19 piorou, e muito, essas questões. Isolamento social e o lockdown em alguns países, prejudicou os rendimentos. Esses atletas carregam expectativas de seus países em meio a maior pandemia que o mundo já enfrentou.

Muitos deles são jovens demais e com muitas responsabilidades. Como é o caso da nossa medalhista no skate, Rayssa Leal, que tem 13 anos. O tema foi abordado na coluna do jornalista Leandro Iamin para a CNN Brasil onde elucidou que o ambiente da ginástica olímpica é muito mais rígido que o do skate, por exemplo. “Em comparação com outros ambientes competitivos, a lembrança que o skate deixará em sua estreia olímpica é a da leveza e da solidariedade. Competidoras comemorando os acertos das próprias concorrentes e sorrindo mesmo quando as coisas não dão certo foram uma constante. Não pareceu um ambiente de pressão tóxica”, escreveu.

Por conta da idade, Rayssa teve o apoio da mãe ao longo da competição, e afirmou ao ser questionada pela idade que “é só fazer o que ama e se divertir”.

Rebeca Andrade, nossa primeira medalhista da ginástica artística da história, declarou que prioriza o trabalho psicológico, que foi decisivo para a conquista da medalha de prata. Rebeca destacou que “atletas não são robôs, são humanos” e que também precisam se divertir nas competições.

Realizada em meio a pandemia, as Olimpíadas de Tóquio reafirmam que o cuidado com a saúde mental é imprescindível, ainda mais neste momento, de tantas perdas. Além de altamente estressante, os atletas estão lidando com a falta de apoio do público nas competições. Os transtornos mentais nunca estiveram tão em pauta como neste momento e ainda bem, precisamos falar deles. Tudo bem não estar bem sempre.

Para todos nós, a nossa Olimpíada é o dia a dia. Cada dia somos submetidos a estresses, desafios e a bater recordes de sobrevivência. Por isso, uma das questões chave é o cuidado psicológico de todos nós e o SUS tem o papel importante no atendimento à saúde mental da nossa população.

Precisamos falar sobre como vamos cuidar das sequelas da covid-19



Imagem/Reprodução

Por Alexandre Padilha para coluna do Fausto Macedo, Estadão 

A Covid-19 mostra, cada vez mais, ser uma doença que desafia novos conhecimentos para ciência e, com o tempo, amplia os impactos negativos que podem deixar na vida e no organismo dos infectados. Até agora, a pandemia deste vírus traiçoeiro vitimou fatalmente mais de 540 mil brasileiros e contaminou cerca de 20 milhões pessoas.

Um dos diretores do Centro de Controle de Doenças declarou nesta semana que a pandemia “não acaba até que acabe”. Ou seja, ela não vai acabar quando realmente acabar. Ninguém minimamente responsável pode definir data para o fim da pandemia, como muitos já fizeram e erraram.

Estou como deputado federal, mas sou médico e professor universitário e junto com meus alunos atendo em Unidades Básicas de Saúde (UBS) na periferia de São Paulo e Campinas. E temos acompanhado inúmeros pacientes que sobreviveram a Covid-19 mas que ficaram com sequelas da doença.

Os que felizmente não tiveram suas vidas perdidas, podem ficar com sequelas, o que é o caso de milhões de pessoas e as consequências são percebidas logo depois da recuperação e em outros casos, surgem mais claras e evidentes ao longo do tempo.

As sequelas mais comuns são o acometimento pulmonar e os impactos de longas internações na UTI. A grande maioria dos infectados que se recuperam de quadros graves de Covid-19 acabam desenvolvendo por algum período sequelas pulmonares, queixa de fadiga, dificuldades para recuperar o estágio físico, queixas musculares e neurológicas. Ao longo do tempo, também já está sendo observado outros acometimentos: oftalmológicos, neurológicos, cardíacos e tromboses.

O que se sabe é que a grande maioria dos pacientes que tiveram Covid-19 de maneira moderada ou grave desenvolvem algum tipo de sequela. O que se sabe também, é que a imensa maioria dos infectados de maneira moderada ou grave acabam apresentando risco maior de morte por outras infecções depois do período de recuperação. Estão sendo e serão observados cada vez mais novos perfis de sequelas na medida em que as pessoas vão se recuperando, com novos estudos e relatos.

Além disso, há também o relato de sequelas psicológicas, de saúde mental, seja dos recuperados ou das pessoas que perderam fatalmente parentes e amigos por Covid-19.

Um estudo recente mostrou que a Covid-19 deixou mais de 130 mil órfãos. São crianças e adolescentes que perderam seus pais e suas mães, e que necessitam ter assegurado seu direito a proteção social, ofertas educacionais e de saúde, para serem acolhidas e defendidas, mesmo diante de todos os problemas que temos sofrido.

Por isso, propus que o Estado se comprometa em assegurar uma indenização mensal para as crianças órfãs da pandemia. Medida similar foi assegurada recentemente pelos governadores nordestinos que criaram o projeto “Nordeste que Acolhe”, que consiste em um repasse mensal de R$ 500 por criança órfã.

As comunidades escolares de hoje são diferentes das comunidades escolares de antes da pandemia. Perdemos professores, pais, alunos, trabalhadores da educação e familiares. A escola precisa ser um espaço de acolhimento, de construção de convivência e segurança para todos e todas.

Precisamos construir políticas públicas que tenham um olhar integral, na oferta de assistência à saúde, psicológica, médica, fisioterápica para permitir a cada um desses brasileiros vida digna.

Propus um Projeto de Lei no Congresso Nacional que institui a Política de Atenção Integral às vítimas e familiares de vítimas da pandemia da Covid-19, que tem por objetivo assegurar às vitimas a plena recuperação das sequelas físicas e dos impactos sociais por elas desenvolvidas.

O que também preocupa é o fato do número de casos de transmissão e lotação de leitos de UTI nos hospitais ter represado os demais tratamentos de problemas de saúde das pessoas e o adiamento de cirurgias que não são emergenciais.

Essa é a sequela do SUS, que afeta a saúde de todos os brasileiros: o fato de milhares de pessoas estarem com seus tratamentos de saúde suspensos. A rede do SUS – atenção primária e especializada – foi desestruturada porque os atendimentos foram focados na Covid-19. Além disso, o SUS perdeu muitos trabalhadores da saúde experientes, seja que perderam suas vidas ou ficaram com sequelas que os impedem de retornem ao trabalho nos serviços de saúde.

Pensando nisso, aprovamos o Projeto de Lei 14128/21 de minha autoria que garante indenização aos familiares dos trabalhadores da saúde em caso de morte no enfrentamento à pandemia.

A pandemia não se encerrará com a redução dos casos confirmados ou das mortes. Ela continuará e seus efeitos serão duradouros. Para enfrentar esses impactos, necessitamos de políticas públicas que enxerguem o brasileiro como cidadão de direitos, e não apenas como números e custos.

Hospital das Clínicas de Botucatu recebe Padilha



Foto: HCFMB

Na manhã desta sexta-feira, 23, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) recebeu a visita do Deputado Federal Alexandre Padilha, do PT-SP. O parlamentar também foi Ministro da Saúde entre 2011 e 2014, durante o mandato presidencial de Dilma Rousseff.

Padilha conheceu os projetos de humanização e de captação de recursos externos em andamento no Hospital, além de ouvir as principais necessidades e desafios enfrentados atualmente, como a questão do aumento do teto SUS, da aquisição de novos equipamentos para tratamento de câncer e a possibilidade do aumento de recursos para a estrutura do Complexo HC. Representantes da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) também apresentaram demandas para ampliação de centros de Saúde destinados à atenção primária.

“Visitas como esta são muito importantes para o HCFMB e para a comunidade como um todo. Nosso objetivo é priorizar o atendimento de excelência que temos hoje, para que o Hospital se desenvolva cada vez mais”, afirmou Dr. André.

Em sua primeira visita a Botucatu como deputado, Padilha agradeceu a acolhida recebida na cidade e o esforço dos profissionais de Saúde, pesquisadores e estudantes na luta contra a pandemia da Covid-19. “Já vim aqui várias vezes como profissional, professor universitário e em condição de Ministro, trazendo recursos para o Hospital, que é muito importante para a região inteira, no cuidado com a saúde e na formação de profissionais. Saio daqui com o compromisso de brigar junto aos órgãos competentes para que os recursos venham para o HC e para a comunidade acadêmica de Botucatu, pois isso ajuda a cidade como um todo”.

O parlamentar foi recebido pelo Superintendente do HCFMB, Dr. André Balbi; pela Diretora da FMB, Dr.ª Maria Cristina Pereira Lima; pelo diretor-presidente da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), Antonio Rúgolo Junior; pelo chefe de gabinete do HCFMB, Dr. José Carlos Souza Trindade Filho; pelo Presidente da Comissão de Captação de Recursos Externos, Augusto Albano; pelo Assessor de Assuntos Parlamentares, Lelo Pagani; pelo Coordenador do Núcleo de Relações Internas e Externas, Carlos Pessoa; pela Supervisora do Centro de Saúde Escola da FMB, Dr.ª Eliana Goldfarb Cyrino e pelo Presidente do Conselho Municipal de Saúde e servidor do HCFMB, Domingos Neves do Nascimento, além de outros representantes deste Conselho.

Do Jornal do HCFMB*

Padilha visita Banco de Alimentos de Sorocaba



Foto: Imprensa SMetal

O deputado federal Alexandre Padilha, visitou na manhã desta quinta-feira (22), o Banco de Alimentos de Sorocaba (BAS). A entidade, fundada e mantida pelo SMetal – Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, atua em Sorocaba e outras dez cidades da região há mais de 15 anos, com a parceria da CEAGESP e da ETEC “Rubens de Faria e Souza”.

O objetivo da visita do ex-ministro é a possibilidade da autorização de uma emenda parlamentar para a compra de um veículo com refrigeração. O veículo será usado como reforço na logística para a captação de alimentos doados ao BAS e foi solicitado por meio de um ofício.

“O Banco de Alimentos precisa de ampliação, precisa de políticas públicas e já que nós trabalhamos no combate à fome, ter alguém que trabalha por isso no Congresso também é essencial. Agradecemos a presença do nosso amigo, o deputado Alexandre Padilha. Tê-lo em Brasília representando e lutando pelos direitos sociais da população é muito importante”, afirma o presidente do Banco de Alimentos, Tiago Almeida do Nascimento

No primeiro semestre de 2021, o BAS atendeu 73 entidades assistenciais cadastradas e arrecadou uma média mensal de mais de 20 toneladas de alimentos. Mas a presidência da entidade ressalta que esse número já chegou a 120 toneladas por mês, quando o Banco de Alimentos fazia parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O PAA permitia a compra de alimentos produzidos pela agricultura familiar, com dispensa de licitação, para destiná-los às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional e àquelas atendidas pelas por entidades, como o BAS, equipamentos públicos de segurança alimentar e pela rede pública e filantrópica de ensino.

De acordo com o deputado Alexandre Padilha, membro da Comissão de Seguridade Social e Família no Congresso, a luta para manter esse tipo de projeto é constante.

“Estou muito honrado e animado com  a visita aqui ao Banco de Alimentos. Eu tenho uma preocupação nesse momento em que o Brasil voltou para o Mapa da Fome, já ali no governo Temer e isso se aprofundou no governo Bolsonaro, e acabaram com todas as políticas. Estamos cobrando os ministérios, o desmonte do PAA, redução dos recursos da alimentação escolar, dos recursos do SUS. Esse desmonte que está acontecendo piorou durante a pandemia, o governo não construiu nenhuma política articulada para manutenção dessas atividades. O que teve de mais recursos, fomos nós no Congresso que votamos”, explica.

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Deputado Federal Alexandre Padilha faz visita ao Banco de Alimentos de SorocabaFoguinho/Imprensa SMetal

Para o presidente do SMetal, Leandro Soares, a visita traz esperança. “Agradeço a presença do nosso ilustre deputado federal que sempre esteve conosco nos últimos anos. É importante falar sobre e mostrar esse projeto tão bonito fundado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região. Que o deputado possa nos trazer boas notícias e fortalecer cada vez mais as ações do Banco de Alimentos de Sorocaba”, afirma.

O deputado conheceu as dependências do Banco de Alimentos e assumiu o compromisso de contribuir com a entidade através de emenda parlamentar.

“Saio daqui animado, esse trabalho envolve dez municípios, milhares de pessoas. Saio daqui com o compromisso de ajudar, tanto na luta que a gente faz lá, mas também separar emenda individual para ajudar a equipar o Banco de Alimentos, ao mesmo tempo mostrando a importância disso para o Brasil inteiro. Como é importante uma política como essa. Um projeto como esse que garante comida com qualidade, pela garantia, segurança alimentar e ainda garantir que estes alimentos cheguem às pessoas que mais precisam”, conclui.

Conheça o Banco de Alimentos

O Banco de Alimentos de Sorocaba é uma Organização Não Governamental (ONG) criada em dezembro de 2005 numa iniciativa do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), em parceria com a CEAGESP e a ETEC Rubens de Faria e Souza, com a finalidade diminuir o desperdício de alimentos e, ao mesmo tempo, ajudar no combate à fome em Sorocaba e região.

Desde o início de sua existência, o Banco de Alimentos doou mais de 6.500 toneladas de alimentos. Por meio de parcerias e campanhas com outras organizações, empresas privadas e entidades, o BAS arrecadou, em 2020, mais de 57 toneladas de alimentos não perecíveis e mais de 174 toneladas de produtos de hortifruti que foram destinados a 118 instituições, bairros e associações, atingindo mais de 25.700 pessoas.

Para que isso aconteça, o BAS faz a ponte entre doadores e entidades, além de promover e apoiar projetos pautados no desenvolvimento da economia local e na promoção da dignidade dos atendidos. Os projetos são o Cesta Verde, Nossa Feira é Livre, Semear Agrofloresta e o Armazém Sementeia.

Para doar
Ajude o Banco de Alimentos! Doe via PIX 08741511000176.

Para doar alimentos, entre em contato pelo telefone (15) 97400-0206. O BAS fica na CEAGESP Sorocaba, na Rua Terêncio Costa Dias, 300 – Jardim Capitão.

Do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região* 

Por um orçamento federal que reduza sofrimento do brasileiro



Foto: Agência Brasil

Por Alexandre Padilha para Revista Fórum

O Congresso Nacional é responsável anualmente pela aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que é elaborada e apresentada pelo governo federal e que elenca critérios, metas e prioridades na aplicação de recursos do orçamento federal para execução de políticas públicas para o ano seguinte.

A proposta da LDO do governo Bolsonaro foi encaminhada à Câmara dos Deputados em abril e aprovada nesta semana. O texto, aceito, mais parece uma peça de ficção, um filme de terror. Nele, o governo Bolsonaro permanece apresentando medidas que não enfrentam as necessidades dos brasileiros, principalmente durante a pandemia da Covid-19, a maior tragédia humana que nosso país já enfrentou, que tirou a vida de mais de 538 mil pessoas.

Por isso, coube à oposição, mais uma vez, enfrentar os desmandos e os erros desse governo, apresentando emendas com temas prioritários e que possam reduzir o sofrimento da população.

Apresentei emendas à LDO com o objetivo de garantir o acesso ao direito à saúde. Elas possuem dois focos: certificar o auxílio emergencial para todos e piso mínimo para as aplicações de saúde para 2022, que seja igual ou superior ao destinado em 2021.

Não podemos retroceder no orçamento da União. As despesas com saúde em 2022 devem contar com gastos para o enfrentamento da pandemia e, principalmente, para os custos que teremos pós-pandemia. Este será o momento no qual o SUS terá grande carga nos serviços de saúde, já que milhões de brasileiros deixaram de fazer seus atendimentos e acompanhamentos clínicos e hospitalares e ainda aguardam para retomar a assistência médica e a vida normal.

Duas emendas que apresentei foram aprovadas: a que garante o reajuste anual do piso salarial dos Agentes Comunitários de Saúde, uma das categorias que estão na linha de frente do enfrentamento à pandemia; e a prioridade da administração pública federal no exercício de 2022, para o combate à pandemia e suas consequências: a implementação da Renda Básica de Cidadania (RBC) e a garantia de um piso mínimo emergencial para a manutenção de serviços sociais básicos das áreas de saúde, educação, assistência social e segurança alimentar e nutricional.

O governo Bolsonaro, além de não aumentar investimentos em Saúde, na compra de vacinas ou na manutenção de leitos para pacientes com Covid-19, reduz o orçamento como forma de diminuir a oferta dos serviços que são importantes para o brasileiro.

Não podemos tolerar que o governo utilize de desculpas contábeis para retirar o direito daqueles trabalhadores, que lutam árdua e bravamente em defesa do SUS e da vida dos brasileiros.

Padilha apresenta projeto que garante direito à pensão a adolescente em caso de falecimento de genitores por Covid



Imagem/Divulgação

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) protocolou, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 2333/21 que assegura pensão por morte à criança ou ao adolescente cujo genitor falecer em decorrência da infecção pelo SARS-COV2, agente causador da Covid-19.

De acordo com Padilha, a proposta é uma das medidas de proteção e cuidado para que o país possa se recuperar da pandemia. “Precisaremos de um grande esforço de proteção e cuidado para nos recuperar da tragédia humana que assola o país. Precisamos superar a pandemia e seus impactos sobre a saúde, sobretudo, sobre a desigualdade social no Brasil.”

O benefício prevê valor de dois salários-mínimos, não é devida se o genitor falecido for filiado à previdência social, em regime geral ou próprio, e sua situação garante benefício semelhante aos dependentes, a pensão é devida até a criança ou o adolescente completar 18 anos de idade e caso haja o falecimento de pai e mãe da criança ou adolescente, a pensão deve ser acumulada.

“A nossa tragédia humana vai além dos mais de 500 mil mortos por Covid-19. Temos milhões de pessoas com sequelas físicas afastadas do seu local de trabalho, perdendo a capacidade de renda e, mais do que isso, centenas de milhares de órfãos que perderam mãe e pai ou  principal arrimo da família como as avôs e avós vítimas da Covid-19.”, ressalta Padilha.

Para conhecer o PL, clique aqui 

Padilha apresenta projeto pela adoção do Dia do Funk



Com informações da Revista Fórum

O deputado federal Alexandre Padilha apresentou um projeto de lei que pede a criação do Dia Nacional do Funk em 12 de julho. A proposição foi articulada com diversos movimentos e produtores culturais e busca reafirmar a importância do gênero no país.

“A criação de um dia nacional para celebrar a cultura funk significa a institucionalização de um espaço para que se discutam políticas públicas capazes de atender as demandas das comunidades onde o movimento é mais forte, gera renda e oferece à população uma possibilidade de lazer”, afirma o parlamentar na justificativa do projeto de lei (PL) 2229/2021.

“Sabendo que o acesso à renda, ao lazer e a equipamentos de cultura são direitos negados às comunidades vulnerabilizadas por todo o país, a mobilização aqui apresentada pretende estabelecer uma data a fim de criar esse espaço de debate, fomentando a valorização da cultura popular”, alega.

A proposição atende o Manifesto pelo Dia Nacional do Movimento da Cultura Funk, articulado em abril por diversos representantes do segmento. “O funk evidencia a ampla diversidade cultural do nosso país. No seu universo, os beats, estilos de dançar, vestir e cantar se somam às narrativas de jovens, negros, mulheres, LGBTQIAP+ e quem mais tiver o que falar. Um gênero musical periférico, majoritariamente negro, capaz de unir territórios, criar suas próprias tecnologias e influenciar o mercado de forma única. Pelo Brasil afora, ele se conecta às manifestações culturais de cada estado, tornando-se cada vez mais democrático”, alegam os proponentes.

A data escolhida pelo movimento é uma referência ao primeiro baile funk, realizado em 12 de julho de 1970. “Baile da Pesada. “É em reverência à importância dos Bailes da Pesada no processo que levou ao desenvolvimento do funk no Brasil, e a todos os DJ’s e pessoas que estavam envolvidas nas festas e eventos daquela época, que queremos propor o dia 12 julho como o Dia Nacional do Funk. A pluralidade de suas vertentes, estilos e expressões, além de seu papel transformador na vida da juventude brasileira, torna sua representação em nosso calendário nacional obrigatória”, sustentam.

Para ler o PL na íntegra, clique aqui

Só com vacina no braço vamos vencer a Covid-19



Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Por Alexandre Padilha para Revista Fórum

O anúncio do governo do estado de São Paulo de que toda a população adulta receberá ao menos a primeira dose da vacina contra Covid-19 até 15 de setembro trouxe otimismo e entusiasmo aos paulistas.

A antecipação do calendário de vacinação é uma ótima notícia para quem está esperando ansiosamente pela primeira dose, mas é importante ressaltar que isso também pode significar que muita gente dos grupos prioritários ainda não concluiu a vacinação com a segunda dose ou então nem tomou a primeira.

É muito importante garantir a conclusão das duas doses da vacina aos grupos prioritários. De acordo com o sistema de informações do Ministério da Saúde, o DataSUS, um em cinco idosos com mais de 70 anos não completou o esquema de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Cerca de 2,6 milhões de brasileiros nessa faixa etária ainda não tomaram a segunda dose da vacina e um milhão não tomou nem a primeira.

A discussão não deve ser o risco ou se está incorreto antecipar a vacinação para os mais jovens, a questão é que estados e municípios devem fazer busca ativa e campanhas publicitárias orientando as pessoas a se vacinar e concluir o esquema de vacinação.

A melhor vacina é aquela que imuniza o povo contra a doença que tirou cerca de 500 mil vidas no país. O fato é que não vemos nenhuma campanha de vacinação consistente e permanente por parte do Ministério da Saúde em conjunto com as secretarias de saúde dos estados e municípios que incentive as pessoas a se vacinar.

É imprescindível que estados e municípios determinem que os agentes de saúde que compõem as equipes do programa Estratégia Saúde da Família façam a busca ativa desses brasileiros. São essas equipes que vão até a casa das pessoas e fazem o acompanhamento e monitoramento de saúde das famílias.

Essas equipes que são formadas por médicos, enfermeiros e agentes de saúde, são primordiais para que a atenção básica de saúde funcione em nosso país. São eles também que estão no momento mais frágil desde sua criação porque o governo Bolsonaro não estimula e protege essas equipes e reduz a capacidade de atendimento da população com os cortes anunciados. De acordo com o IBGE, em 2019, ano antes da pandemia, apenas 37% dos domicílios no Brasil recebiam visitas mensais de equipes de saúde da família. Em 2013, esse número era de 50%.

Não é hora de escolhermos qual vacina tomar, precisamos vacinar toda a população brasileira já. Bolsonaro precisa comprar e criar estímulos para a produção de vacinas suficientes. Ao invés disso, o presidente cria medo e insegurança.

Se a população está temendo tomar vacina, a culpa é de Bolsonaro. Ouçam os profissionais de saúde e a ciência: só com vacina no braço vamos vencer a Covid-19.