Mandato do Padilha apoia ações de solidariedade, prevenção e combate à covid-19 na periferia de SP



Em meio à maior crise sanitária causada pela pandemia de coronavírus no mundo e a tragédia humana jamais vista na história do país com mais de 1,7 milhão de casos confirmados e 69 mil mortos o governo Bolsonaro  não possui compromisso em salvar vidas brasileiras. Por isso, entidades e organizações tem realizado ações de solidariedade, prevenção e combate à covid-19 na periferia da cidade e do estado de SP. O mandato do deputado federal Alexandre Padilha apoia essas ações.

Associação de Moradores do Jardim Helian

A Associação de Moradores do Jardim Helian localizada em Itaquera, periferia da zona leste, entidade com forte atuação por melhorias nas políticas públicas e que possui parceria de projetos com a Unifesp e a PUC criou o comitê de ações contra a covid-19 que, desde o início da pandemia, realiza diariamente ações de mobilização de doações e também de prevenção à doença na comunidade. A rede nacional de banco de alimentos “Mesa Brasil Sesc” doou 300 cestas básicas e 300 kits de limpeza que serão distribuídas para a comunidade.

 

Associação dos Moradores de Heliópolis e Região (Unas)

Em Heliópolis, na maior favela da cidade de SP, o trabalho de aliviar o sofrimento do povo é da Associação dos Moradores de Heliópolis e Região (Unas) que atende a 200 mil famílias e tem como missão “Contribuir para transformar Heliópolis e região num bairro acolhedor, provendo a cidadania e o desenvolvimento integral da comunidade”

Na pandemia, a entidade criou a campanha “Heliópolis no Combate ao Coronavírus” que garante acesso a alimentos, itens de higiene e limpeza e mobilização de conscientização de prevenção aos seus moradores. Em 120 dias de campanha, a entidade já distribuiu mais de 27 mil cestas básicas. A entidade também realiza ações de entrega de máscaras de proteção – confeccionadas pelas costureiras da própria comunidade – e frascos de álcool em gel 70% aos seus moradores.

 

 

 

A UNAS em parceria com o Observatório De Olho na Quebrada realizou a pesquisa “Os impactos do coronavírus na alimentação das famílias de Heliópolis” que mostrou que 67% dos entrevistados afirmou que precisou diminuir a quantidade de refeições na pandemia, pelo menos uma vez, e só 58% das famílias está fazendo três refeições diárias. Do total de entrevistados, 83% solicitaram o auxilio emergencial – apenas 32% tiveram o pedido aprovado – e 58% estão recebendo cestas básicas doadas pela UNAS ou organizações parceiras. Até 19/6, a entidade distribuiu 14.902 cestas em Heliópolis e região.

Para ver a pesquisa na íntegra, clique aqui

Brigada pela Vida

Criada durante a pandemia de coronavírus a Brigada pela Vida realiza o trabalho de conscientização da população da cidade de São Paulo.  A proposta visa aplicar ações de educação, cultura, assistência social em parceria com movimentos de moradia popular e dos direitos humanos. As fotos abaixo são de ações em Sapopemba, distrito com mais mortes pela doença e localizando na periferia da zona leste de SP.

 

 

 

 

Covid-19: Transmissão aérea e máscara



Foto: Elineudo Meira

Por Alexandre Padilha para a Revista Fórum

Precisamos aproveitar a pandemia, essa maior tragédia humana, para aprimorar nossas leis de garantia a proteção social. Quero começar esta coluna semanal com a boa notícia da sanção presidencial do projeto de lei 1409/2020, que sou autor junto com outros deputados federais, que obriga os governos (federal, estadual e municipal) e empregadores a garantir proteção aos profissionais de serviços essenciais de controle de doenças. A lista de profissionais vai desde médicos e enfermeiros a assistentes sociais, agentes socioeducativos e comunitários, guardas municipais, profissionais de limpeza, servidores públicos do setor administrativo, entre outros.

Esta sanção demostra aquilo que já falamos desde o início da pandemia: só a defesa do cuidado de quem cuida e da vida fará com que reduzamos os danos causados por este momento tão difícil para o mundo. Apesar do atraso na aprovação da medida ela teve consenso e sensatez por parte do governo federal.

O que não podemos dizer de outros importantes projetos já aprovados na Câmara dos Deputados mas vetados pelo governo, que não mostra estar preocupado em ser contrariado por lideranças em saúde pública e governantes nacionais e internacionais na condução da pandemia.

Bolsonaro desconhece a realidade da maioria da população brasileira. Ele disse publicamente que não tinha conhecimento de ninguém que faleceu por falta de UTI. Uma declaração totalmente insensível com os mais de 1,7 milhões de brasileiros e brasileiras atingidos pela doença, incluindo ele mesmo.

Ao anunciar que testou positivo para a covid-19, Bolsonaro descumpriu, como sempre fez, uma das atitudes fundamentais para prevenção de contágio e disseminação: o uso de máscara. Vale lembrar que ele vetou a parte mais importante do texto do projeto de lei aprovado na Câmara e no Senado, dentre eles o PL 2335/2020, que também sou coautor, que torna obrigatório o uso de máscara em qualquer lugar que gere aglomeração de pessoas e estabelece a responsabilidade do poder público em ajudar e oferecer máscaras para as populações mais carentes e a obrigação dos estabelecimentos comerciais de também garantir locais de higienização, exatamente para poderem reabrir.

Outro projeto vetado praticamente na íntegra pelo Presidente foi o PL 1142/2020, onde também sou coautor, que trata da proteção social e também da garantia do acesso a saúde e da criação de programa específico de crédito para os povos indígenas e quilombolas. Mais de 10 mil indígenas foram vítimas da covid-19.

Esses vetos demostram a irresponsabilidade do governo que definitivamente não está olhando para aqueles que mais sofrem, que são a maioria da nossa população, reiterando todos os dias seu projeto genocida.

Isso tudo acontece na semana onde mais de 200 especialistas apresentaram relatório para a Organização Mundial da Saúde (OMS) com várias evidências que reforçam o risco da transmissão aérea da covid-19. A OMS reconheceu a possibilidade. O poder público e os empresários garantirem e apoiarem o uso de máscaras em locais de concentração de pessoas pode mudar a realidade da pandemia.

Sempre torcemos para que as ações do governo sejam sensatas e olhem para o conjunto das desigualdades de nosso país. Assim como torcemos, sempre, para que medidas para o bem da nossa população sejam revistas, como já aconteceu. Não podemos tolerar o sofrimento de nossa população.

Parceria dos deputados Padilha e Emidio de Souza garante R$ 250 mil para o Hospital Regional de Osasco usar no combate ao coronavírus



Foto: Divulgação

*Com informações da assessoria parlamentar

O Hospital Regional de Osasco recebeu R$ 250 mil para usar no combate ao coronavírus. Essa conquista foi viabilizada graças a uma parceria do ex-prefeito de Osasco e deputado estadual, Emidio de Souza, e do ex-ministro da Saúde e deputado federal, Alexandre Padilha.

O ex-ministro da Saúde recebeu um comunicado informando que os recursos já foram repassados ao hospital.

Os recursos servirão para o custeio e visam dar suporte para que a equipe do hospital tenha condição de atender as necessidades da população nesse momento difícil.

“Para enfrentarmos o congelamento de recursos da saúde em decorrência da Emenda Constitucional 95, a pandemia de coronavírus e a falta de compromisso dos poderes públicos e garantirmos a proteção à saúde do povo, nosso mandato de deputado federal priorizou a indicação de emendas parlamentares para o custeio da saúde”, explica Padilha.

De acordo com ele, a carência de recursos financeiro prejudica o atendimento. “Como médico, por ter sido Ministro da Saúde e Secretário da Saúde de São Paulo e por atender em Unidade Básica de Saúde (UBS) sei da importância e da carência de recursos financeiros. O Hospital Regional de Osasco é um serviço de alta complexidade e também é referência para as cidades do entorno. Junto com o deputado Emidio de Souza viabilizamos esta emenda parlamentar de custeio para o Hospital. São recursos a mais para o melhor atendimento da população”, afirma.

O ex-prefeito Emidio de Souza afirmou que a conquista desses recursos é importante para suprir demandas do sistema de saúde da região. “O momento é de união e não podemos medir esforços para combater o coronavírus. Espero que esse recurso seja muito bem utilizado”, afirmou.

Segundo ele, esses recursos devem ser usados para salvar vidas. “Essa é uma conquista que fortalece o SUS e soma forças na luta pela preservação de vidas”, disse.

Padilha apresenta PL que inclui bandeira do SUS entre símbolos nacionais



*Com informações da Agência Câmara de Notícias

O deputado Alexandre Padilha apresentou o Projeto de Lei 3644/20 que inclui o símbolo oficial dos Sistema Único de Saúde (SUS) entre os símbolos nacionais. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei 8.421/92, que hoje considera como símbolos nacionais a bandeira do Brasil, o hino, as armas nacionais e o selo nacional.

A medida é parte do “esforço nacional de valorização do Sistema Único de Saúde como um patrimônio do povo brasileiro”.

“O papel do SUS, que já era reconhecido por especialistas do mundo inteiro, ficou ainda mais evidente durante a pandemia da Covid-19”, disse. Apesar disso, na opinião de Padilha há tentativas políticas de acabar com o SUS. “A PEC do congelamento dos gastos representou um duro golpe para a saúde pública no País”, exemplificou.

Bandeira do SUS
Pela proposta, a bandeira do SUS possuirá formato retangular e será formada pela associação do símbolo, do logotipo e do nome institucional em azul sobre fundo branco.

Bandeira nesses moldes foi criada oficialmente por portaria do Ministério da Saúde em janeiro de 2014, quando a pasta era comandada por Padilha. A portaria determinou que a bandeira fosse hasteada diariamente em todos os prédios dos órgãos e entidades integrantes da estrutura regimental do Ministério da Saúde, em todo o território nacional.

O projeto em análise na Câmara mantém essa determinação. E estabelece ainda que o símbolo do SUS deverá exposto em todas as unidades de saúde custeadas integralmente ou parcialmente com recursos do SUS, independente das modalidades de gestão e gerência a que estejam submetidas, sejam elas de prestação de serviços assistenciais ou setores administrativos, independente da esfera de gestão.

O símbolo oficial do SUS também deverá usado nas ambulâncias e demais veículos da rede pública estadual de saúde, nos uniformes dos trabalhadores de saúde, no material impresso e nas peças publicitárias veiculadas na mídia voltadas para a divulgação de programas, serviços e ações de saúde vinculados ao SUS ou que sejam realizadas com recursos públicos.

 

“Emidio tem qualidade política para enfrentar temas centrais nas eleições e ser o próximo prefeito de Osasco”, afirma Padilha



 

Neste sábado (4) o PT de Osasco homologou a indicação do deputado estadual Emidio de Souza (PT-SP) como pré-candidato a prefeito da cidade. Comandado pelo presidente do PT de Osasco, Aluísio Pinheiro, a escolha do nome do Emídio foi unanime entre os dirigentes do diretório municipal.

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) participou do encontro e reiterou a importância da retomada do legado das gestões petistas na cidade.

“Osasco tem histórico de lutas e as nossas administrações petistas junto com Emidio sempre foram referência nacional para o PT. Estou à disposição para estar junto nessa campanha que terá como ponto importante o enfrentamento a pandemia de covid-19. Por isso, conte comigo para discutirmos o plano de governo deste tema que envolve diversas áreas”.

Padilha ainda reiterou o preparo do Emidio para administrar Osasco. “Emidio sempre foi um perfeito líder, uma liderança política na região metropolitana e no plano nacional. Ele tem muita qualidade política para enfrentar os temas centrais dessa eleição: a pandemia de coronavírus, a defesa da vida e o Fora Bolsonaro”.

O encontro também contou com a participação de lideranças do partido como o ex-candidato a presidente da república Fernando Haddad, o pré-candidato a prefeito de São Paulo, Jilmar Tatto e o presidente do diretório estadual do PT-SP e O pré-candidato a prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.

 

Mais recursos para saúde de Osasco

Em parceria com o deputado Emidio, Padilha viabilizou R$ 250 mil para o Hospital Regional de Osasco, que é um serviço de alta complexidade e também é referência para as cidades do entorno. Serão mais para o melhor atendimento da população.

 

Padilha apresenta projeto para incluir combate à depressão na legislação trabalhista



Foto: Agência Câmara

Com informações da Revista Fórum

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) apresentou um projeto de lei na Câmara nessa quarta-feira (1º) que propõe a inclusão de doenças psicológicas, como a depressão, na legislação trabalhista.

O objetivo, segundo o parlamentar, é garantir a prevenção e combate das doenças também nos locais de trabalho. “A depressão é o mal do século 21 e só será devidamente enfrentada se, mais do que ações individuais, procurarmos mudanças no modo de trabalhar e viver na cidade que leva as pessoas à depressão”, afirmou o deputado.

“Por isso, incluir na lei a obrigação do empregador em garantir ações que previnam e façam gestão no local de trabalho é fundamental”, completou. De acordo com ele, há uma omissão da legislação em relação aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Segundo estatísticas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), os transtornos psicológicos estão entre as principais causas de concessão de benefício previdenciário como auxílio-doença, afastamento do trabalho por mais de 15 dias e aposentadorias por invalidez.

O levantamento também mostra que os episódios depressivos são a principal causa de pagamento de auxílio-doença, correspondendo a 30,67% do total, seguido de ansiedade (17,9%).

Clique aqui para ler o projeto de lei na íntegra

Coronavírus: boas notícias com mais médicos e vacinas



Foto: Reprodução

Por Alexandre Padilha para Revista Fórum 

Hoje vamos falar de duas boas notícias da semana: a volta dos médicos cubanos e perspectivas de vacinas contra covid-19. Em meio às notícias angustiantes sobre a situação do coronavírus no Brasil – somos o segundo país em maior número de casos e mortes no mundo – tivemos nesta semana anúncios de esperança para o enfrentamento desta que é a maior tragédia humana já registrada. Notícias que reiteram que a Terra é redonda e o mundo dá voltas, e que os privatistas de plantão têm que se render à importância das instituições públicas no país.

Estamos tendo que passar pela maior crise econômica e sanitária da história do país para que, finalmente, o governo Bolsonaro cumpra a lei aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, que determina o chamamento de médicos cubanos do Programa Mais Médicos que permaneceram no Brasil e que estavam impedidos de atuar desde dezembro de 2018.  A postura do governo de ficar titubeando para garantir a volta desses trabalhadores da Saúde certamente teve impacto nas mortes pela covid-19.

A saída dos médicos cubanos contribuiu para o aumento da mortalidade infantil e da população indígena e para o crescimento do número de internações de crianças por pneumonia. A falta de acompanhamento desses profissionais aos pacientes hipertensos, diabéticos e pessoas com doenças graves fez com que muitos chegassem a condições preocupantes para enfrentar a doença.

A notícia do retorno do atendimento e acompanhamento dos médicos cubanos às regiões onde muitas delas ainda não contam com reposição do profissional, acalenta um pouco o coração. Mas, é importante lembrar dos 15 mil médicos brasileiros formados no exterior que poderiam estar prestando atendimento, porém, ao invés disso, ainda aguardam o chamamento do governo, assim como a realização do Revalida. Outra cobrança importante é a expansão das vagas de residência médica, um dos eixos do Mais Médicos, que garante a formação de mais médicos intensivistas, enfermeiros e fisioterapeutas especializados em UTI para o enfrentamento da covid-19.

A outra boa notícia é o progresso dos testes da vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, Unifesp e Fiocruz. Uma parceria que se esforça em fazer investimento na ciência e tecnologia e não com a preocupação do lucro imediato. Esse tipo de parceria é a que chamamos de desenvolvimento produtivo e que foi construída e aprovada pelo Congresso Nacional em 2011 quando eu era Ministro da Saúde, onde medicamentos e vacinas desenvolvidas como estratégias importantes para o combate à doenças fossem incorporadas no nosso sistema de saúde público.

Esta medida exige que qualquer transferência de tecnologia de produção internacional no país seja feita em parceria com um laboratório público e que essa transferência seja aberta, o que significa que o registro do medicamento ou da vacina será feito em nome do laboratório público brasileiro, garantindo que o nosso país seja o detentor da tecnologia e possa vender para outros países no mundo. Nas Américas, só o Brasil e os EUA possuem capacidade de produção de vacinas. Vamos lutar no Congresso Nacional para que essa tecnologia tenha 100% de registro no Brasil, o que ainda não ficou claro, por isso vamos cobrar para que o Ministério da Saúde nos dê essa garantia.

Nesse sentido, apresentei um projeto de lei 1462/2020 que estabelece regras para o licenciamento compulsório de tecnologias de medicamentos e vacinas que venham a ser desenvolvidas neste momento de enfrentamento à pandemia.

Estas notícias nos fazem concluir que: não deve ser admitido qualquer menosprezo ao perfil de atendimento dos médicos cubanos, que atuam com olhar na comunidade e no monitoramento das pessoas em situação de risco, e que a balbúrdia realizada nas instituições públicas, dita por integrantes do próprio governo Bolsonaro, está permitindo trazer a esperança para o povo brasileiro com a produção, por exemplo, do desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

Breque dos App: Padilha requer audiência na Câmara para debater proteção aos entregadores de aplicativo



Da Revista Fórum

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) apresentou, nesta terça-feira (30), um requerimento para que a Comissão Externa de enfrentamento ao Covid-19 na Câmara realize uma audiência pública para debater e aprofundar projetos de lei que garantam proteção e direitos aos entregadores de aplicativos.

Ciclistas, motoboys e motoristas que trabalham para empresas como Rappi, Uber Eats e IFood têm se submetido a exaustivas horas de trabalho durante a pandemia do coronavírus, se expondo à infecção, e tendo que arcar com todos os custos para a realização do serviço, sem qualquer tipo de proteção por parte das empresas dos aplicativos que, segundo eles, não oferecem sequer máscaras ou álcool gel.

“Os trabalhadores de aplicativo vivem a tecnologia do século 21 nas condições de trabalho de escravidão do século 19. Por isso é fundamental nesse momento da Covid-19 aprofundarmos projetos de lei como o que eu apresentei que busca garantir direitos trabalhistas a esses trabalhadores. Não podemos admitir que as empresas continuem fazendo essas ‘promoções’ que exigem sacrifícios quase desumano desses trabalhadores”, afirmou à Fórum o deputado Alexandre Padilha.

“Durante a pandemia os trabalhadores convivem com a realidade de passar fome no trabalho e entregarem comida, não podemos permitir que esses trabalhadores não tenham qualquer direito, e tenham que arcar sozinhos com seus custos”, completou o parlamentar.

O projeto de lei de sua autoria a que Padilha se referiu propõe que os entregadores e motoristas de aplicativo sejam assistidos com direitos trabalhistas como seguro de vida, política de segurança e saúde no trabalho, incentivo e subsídio para a aquisição de motocicleta e outros equipamentos de trabalho, entre outros.

No requerimento para a realização da audiência pública sobre o tema, Padilha pediu para que lideranças dos trabalhadores fossem ouvidas, como Paulo Lima Galo, criador do movimento Entregadores Antifascistas, que deu entrevista à Fórum recentemente, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), representantes das empresas de aplicativos e o procurador do Trabalho Renan Kalil.

Para esta quarta-feira (1º), está marcada uma greve nacional dos entregadores de aplicativo e, segundo a CUT, mais de 90% da categoria já aderiu ao movimento, que foi batizado nas redes de Breque dos App. No mesmo dia, a Comissão Externa da Câmara fará nova reunião em que a solicitação de Padilha sobre a audiência pública será discutida.

Padilha assina abaixo-assinado internacional para que a vacina contra o coronavírus seja gratuita a todos. Ex-presidente Lula é um dos signatários da iniciativa



Com informações do Lula.com.br

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) assinou nesta segunda-feira (29) o abaixo-assinado do Yunus Centre, do Nobel de Economia Muhammad Yunus, para que a futura vacina contra o coronavírus seja distribuída gratuitamente e para todos os seres humanos. Lançado neste domingo (28) por 105 personalidades globais, entre ex-chefes de estado – o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos signatários da iniciativa -, prêmios Nobel, empresários, líderes religiosos e ativistas como Malala Yousafzai, Bono Vox, Anne Hidalgo, Adolfo Pérez Esquivel, Mikhail Gorbachev,Mary Robinson, George Clooney, Desmond Tutu, Mo Ibrahim , Matt Damon, Leymah Gbowee, Romano Prodi, Vicente Fox e Samuel Khan, entre outros.

O objetivo do apelo unificado é que as Nações Unidas, a Organização Mundial de Saúde, governos, fundações, entidades filantrópicas, comunidade científica e empresas se juntem para que uma vacina contra o coronavírus não seja um produto de um país ou empresa, mas um direito, e que seja desenvolvido um plano global para que todos os seres humanos sejam protegidos dessa doença, sem nenhum tipo de discriminação.

Leia abaixo (em inglês) a carta de Muhamamd Yunus:

Muhammad Yunus, Desmond Tutu, Mikhail Gorbachev, Malala Yousafzai, Bono, Richard Branson, Lech Walesa, Jody Williams, Mahathir Mohamad, Lula, George Clooney, Sharon Stone, Forest Whitaker, Leymah Gbowee, Mary Robinson, Tawakkol Karman, Ratan Tata, Azim Premji, Shabana Azmi, Anne Hidalgo, Thomas Bach, Andrea Bocelli and other World Leaders Appeal To Declare Corona Vaccine A Global Common Good.

105 World Leaders including 18 Nobel Laureates, 32 former Chief of State and Governments, Political Leaders, Artistes, International NGOs and Institutions have signed a call initiated by Yunus Centre to declare COVID-19 Vaccines as a global common good.

The Appeal says:

A pandemic clearly exposes the strength and weaknesses of healthcare systems in every country and highlights the obstacles and inequities in gaining access to healthcare. The effectiveness of the upcoming vaccination campaign will depend on its universality.

We appeal to governments, foundations, philanthropists and social businesses to come forward to produce and/or distribute the vaccines all over the world for free. We invite all social, political, and health entities to re-affirm our collective responsibility for the protection of ALL vulnerable persons without any discrimination whatsoever.

We are pleading to all world leaders including the Secretary-General of the United Nations, Director General of the World Health Organization, religious leaders, social and moral leaders, leaders of research laboratories and pharmaceutical companies and the media to join hands and ensure that in the case of a COVID-19 vaccine, we have a global consensus that it must be deployed as a global common good.

We invite everyone to join the pledge at VACCINECOMMONGOOD.ORG .

I hope your esteemed institution will do its best to spread this message and join our pledge.

Professor Muhammad Yunus

 

Vamos voltar a respirar, juntos



Foto: Altemar Alcantara/ Semcom

Por Alexandre Padilha para Revista Fórum

Há três meses vivemos dias em que não sabemos o que nos espera no amanhã. Pelo descompromisso do governo federal de não priorizar a proteção da vida dos brasileiros e na divulgação nada transparente dos casos suspeitos e confirmados de covid-19, vivemos no escuro na maior tragédia humana já registrada. Viver na ansiedade da esperança de uma luz no fim do túnel nos sufoca, os brasileiros se sentem desamparados pela falta de compromisso do governo Bolsonaro.

Mudamos nossas rotinas, adaptamos nossas vidas para viver aquilo que chamamos agora de “novo normal”. Após esse longo período não nos causa mais estranheza sair de casa com máscara ou nos sentirmos reféns do álcool em gel, a consciência do quanto essas atitudes podem fazer a diferença se tornou muito maior. Além disso, percebemos o quanto o distanciamento social é fundamental para barrarmos a transmissão da doença.

O tema em destaque no momento é a retomada das atividades econômicas no país, isso sem a redução sustentada de casos suspeitos e confirmados de coronavírus. Vamos ao debate sobre o tema.

Sempre digo que defendo uma retomada com critérios e de forma planejada, por isso, apresentei na Câmara dos Deputados o projeto de lei “Protege Brasil” que prioriza a proteção à vida, a transparência dos dados e a possibilidade do planejamento das ações. Ele possui quatro fases e, em todas elas, para iniciar a reabertura gradual das atividades as regiões deverão manter por 14 dias consecutivos a redução de casos suspeitos e confirmados para passar de uma fase para outra.

A reabertura das atividades comerciais e de circulação de pessoas só será possível se os governos garantirem proteção à vida com monitoramento e transparência dos dados de casos suspeitos e confirmados, a divulgação da taxa de ocupação dos leitos hospitalares e o acompanhamento das famílias por uma equipe do programa Estratégia Saúde da Família com médico e agentes comunitários para que sejam mapeadas as pessoas de risco.

A frota do transporte coletivo e a infraestrutura nas escolas com oferta de mais lugares para lavar as mãos, janelas abertas, número adequado de crianças por sala e qualificação dos professores precisam ser ampliadas. Os espaços públicos devem ofertar mais locais para higienização das mãos e a rede hoteleira – que está vazia – deve abrigar os mais vulneráveis que não possuem a oportunidade do distanciamento e isolamento adequado.

As empresas e o comércio precisam reabrir para a garantia de renda das famílias.  Mas, mais uma vez, alerto: isso só será possível se fizermos de forma planejada para que evite o efeito sanfona da reabertura e logo depois, com ascensão do número de casos, a necessidade de fechamento. Se isso permanecer acontecendo, como vemos em algumas cidades do estado de São Paulo e do Brasil, ninguém vai acreditar mais se é para abrir ou fechar, aglomerar ou distanciar.

Para recuperamos a economia, o empresário precisa ter tranquilidade e segurança de que sua empresa ou comércio não tenha que fechar uma semana depois que reabriu. Isso porque para recuperar suas atividades as empresas terão que investir mais na proteção de seus trabalhadores e se o estabelecimento for de acesso ao público, de seus consumidores. Terão que garantir equipamentos de proteção pessoal e também em todos os ambientes do estabelecimento. Se necessário, deverão garantir transporte a seus trabalhadores, implementar horários alternativos para evitar picos de aglomeração e fazer parcerias de proteção com outras empresas ou comércios locais.

Para o mundo voltar a investir e viajar para o Brasil precisamos mostrar que temos segurança, que somos capazes de controlar a pandemia, que defendemos a vida e que estamos aptos a impedir a contaminação desenfreada. Governos, empresas e comércios devem fazer sua parte. Mas, todos nós devemos nos responsabilizar para que isso seja possível.

Quando falamos de responsabilidade de todos é responsabilidade de cada um. Quando um menospreza o risco da maior pandemia da nossa história, está colocando em risco não apenas a sua vida, mas de todos sobretudo de quem ama. O Brasil vai voltar a respirar, quanto mais cada um de nós, cada gestor público, cada empresário, cada comerciante, fizer a sua parte, mais oxigênio teremos para resistir e vencermos, juntos, essa batalha.