Padilha participa de debate sobre os impactos econômicos e culturais do coronavírus na China e América Latina



Com informações da Rede Brasil Atual

O Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé realizou nesta quinta-feira (20) um debate sobre os impactos sociais, econômicos e culturais da epidemia de coronavírus na China. Até agora, 74.675 casos de pessoas infectadas foram confirmados no país asiático, com 2.121 mortes. Outros 929 casos foram registrados em outros países. Contudo, o Brasil ainda não registrou nenhum caso do novo vírus. E, apesar da preocupação internacional, a epidemia vem se mostrando menos letal que os casos anteriores de síndrome respiratória aguda grave (Sars) e síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers).

O encontro contou com a presença de Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e deputado federal (PT-SP); do advogado Thomas Law, diretor presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina); da mestre Maria José Haro, assessora da Subsecretaria de Relações Internacionais de Tucumán, do embaixador Pedro Monzón Barata, cônsul-geral de Cuba em São Paulo, e de Francisco Denes Pereira, vice-presidente da Associação Nacional dos Profissionais de Relações Internacionais (Anapri).

Padilha lembrou que estar em alerta é importante, mas que o Brasil está bem preparado para epidemia do coronavírus.

“As estruturas de vigilância, acompanhamento e monitoramento, foi desenvolvida ao longo dos anos. Sobretudo em 2009, quando tivemos a epidemia de influenza, que foi muito mais importante e letal que o Coronavírus. Temos algumas vantagens em relação à China. Primeiro, nós não estamos no inverno. A segunda vantagem é que nós já temos as informações. Porque a epidemia foi tão grave na China? Porque durante um mês e meio não se sabia o que estava acontecendo. Nós já sabemos”, afirmou.

O ex-ministro lembrou que o governo de Jair Bolsonaro levou três semanas para se decidir se trazia ou não os brasileiros que estavam vivendo na China e que esse tipo de conduta pode prejudicar o enfrentamento à epidemia.

“A conduta do governo foi perversa. Bolsonaro quis tratar as vítimas de uma epidemia no século 21 como os leprosos eram tratados nos tempos bíblicos. Ele chegou a dizer que era melhor que eles ficassem lá, que não trouxessem a doença para cá, que seria muito caro trazer 30 famílias para cá. Quando caro, no Brasil, são as despesas de cartão corporativo do Bolsonaro e da família dele”, disse.

 

Confira o debate completo:

 

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