Estigma às pessoas vivendo com HIV é tema de reunião da Frente Parlamentar de IST/AIDS no Congresso



Foto: Reprodução/Internet

Nesta quarta-feira (11) a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realizou reunião da Frente Parlamentar de IST/AIDS, que é coordenada pelo deputado Alexandre Padilha (PT), e recebeu o diretor interino do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Cleiton Euzebio de Lima, que apresentou relatório com dados sobre como o estigma e a discriminação impactam nas pessoas vivendo com HIV e AIDS no Brasil.

Realizado pela primeira vez no país, o estudo ouviu 1.784 pessoas, em sete capitais, a maioria negras, que vivem com HIV há 10 anos e mostrou que 64,1% dos entrevistados já́ sofreram estigma ou discriminação pelo fato de viverem com HIV ou com AIDS, 46,3% sofreram comentários discriminatórios ou especulativos, sendo 41% feitos por membros da própria família.

Para Cleiton Euzebio de Lima a discriminação que as pessoas vivendo com HIV sofrem está permeada na sociedade. “É importante poder trazer para o Congresso Nacional esse levantamento para que possamos pensar além do acesso aos serviços e a prevenção, claro que a saúde é muito importante, mas também precisamos debater políticas sociais de empregabilidade e direitos humanos com o olhar para essa população”.

Padilha agradeceu a UNAIDS pela apresentação e o esforço na pesquisa já que o estigma é o maior preconceito. “A pesquisa mostra claramente que a sociedade exclui as pessoas que vivem com HIV e o que é viver com o HIV. Ela nos mostra os desafios e porque temos dificuldade em construir uma resposta consistente ao estigma do HIV/Aids”.

O deputado ainda reiterou o compromisso da Frente Parlamentar na organização de seminários que tratem o tema a partir da apresentação e de fatos trazidos por entidades. Padilha ainda reforçou a conquista das assinaturas de líderes de todos os partidos de um requerimento para que seja votado no plenário da Câmara um projeto, já aprovado no Senado, que amplia a garantia do sigilo do HIV nos serviços de saúde.

A pesquisa está disponível no site da UNAIDS, para ter acesso clique aqui.

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