Padilha: Metas para 100 dias mostram fragilidade do governo Bolsonaro



“Das 35 metas, apenas uma direcionada à pobreza e uma para a saúde.” Em sua coluna semanal para o Saúde Popular, Padilha fala das metas anunciadas pelo governo Bolsonaro para os 100 primeiros dias, que não passam de atos administrativos.

O governo Bolsonaro vem demonstrando cada vez mais seu despreparo para conduzir um País como o Brasil, nos representar internacionalmente, liderar o país, estabelecer relações com os países vizinhos, cada vez aparece mais encrencado com o fato de seu filho… Mas, nesta coluna, quero fazer um debate sobre o conteúdo do governo Bolsonaro, menos estilo e mais sobre as atitudes do presidente eleito.

Acredito que uma boa forma de a gente fazer um debate sobre o conteúdo é analisar as 35 metas estabelecidas pelo governo Bolsonaro, apresentadas publicamente essa semana, para serem cumpridas no decorrer dos 100 dias de sua gestão.

Primeiro lugar, o conjunto de metas mostra o despreparo, a fragilidade, a insuficiência do projeto que o governo Bolsonaro tem para o País. Tem metas que não passam de atos administrativos, outras são carta de intenções, anúncios de proposituras, outras não se concluem nos cem primeiros dias de governo. Então, um conjunto de metas que demonstra o despreparo do presidente Bolsonaro para governar o Brasil.

Mais impressionante e grave é que das 35 metas apresentadas, apenas uma está pensando na pobreza do povo brasileiro. É o anúncio de um 13º benefício no Programa Bolsa Família, que inclusive foi apresentado durante a campanha eleitoral. Se isso se efetivar, de fato, é uma agenda positiva, importante, desde que não signifique uma redução do crescimento do Bolsa Família, na ampliação dos recursos do programa.

É muito fácil criar um 13º reduzindo o número de famílias beneficiadas, criando mecanismos para restringir o repasse do Bolsa Família, reduzindo as ações de educação, ações de saúde, de gestão, nas políticas sociais dos municípios.

Também é curioso que apenas uma meta se refere à saúde. A de reforçar o Programa Nacional de Imunização, que atingiu taxas de cobertura vacinal ridículas durante o governo Temer pós-golpe e envergonhou o Brasil e todas as agências globais na área da saúde.

Ou seja, das 35 metas, apenas uma direcionada à questão da pobreza e uma para a saúde. Isso mostra para quem Bolsonaro governa.

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